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VENOM

Não fosse o Venom, certamente todas as bandas de black e death metal não existiriam. Caso o infame trio britânico não tivesse ousado dar ao mundo sua parcela de agressão, loucura e todos os discos clássicos que criou, a história da música teria corrido o risco de não ter conhecido o Metallica. Afinal, desde sempre James Hetfield e seus parceiros declararam que Cronos, Mantas e Abaddon foram uma das suas maiores influências.

Criado no início dos anos 80 no interior da Inglaterra, em Newcastle, o Venom tornou-se uma das maiores unanimidades da música pesada, quer seja positiva ou negativamente. É o típico grupo que você ama ou odeia. Não há meios termos para o Venom, seus discursos pseudo satanistas e anticatólicos e seu som único e impagável.

A formação clássica veio de vários grupos obscuros da Inglaterra que nunca chegaram a fazer sucesso. Talvez isto explique as limitadas qualidades musicais dos três. No entanto, apesar de Cronos nunca ter sido um ídolo dos baixistas ou Abaddon um mestre na bateria (Mantas era o único que demonstrava alguma preocupação com a parte técnica), o Venom criou clássicos imortais, como "Countess Bathory", "Witching Hour" e "Rip Ride". Os discos "Welcome To Hell", "Black Metal", "Possessed" e "At War With Satan" são fundamentais para a história da música extrema e imprescindíveis para qualquer colecionador que se preza.

Em 1986 o grupo teve uma histórica passagem pelo Brasil. Se por um lado a banda já não ostentava com tanto entusiasmo o visual satanista e teve sérios problemas com a produção local dos shows, por outro aquela tour foi determinante para a auto-afirmação do movimento heavy metal no país.

Com a tour do Venom, que teve o canadense Exciter fazendo os shows de abertura, o metal nacional ganhou forma definitivamente e pôs o Brasil na rota internacional de shows. Os fãs estranharam a ausência de Mantas, que havia deixado o grupo, e a presença de dois substitutos (Jimmy C. e Mike H.). As novas músicas, do bom disco "Calm Before The Storm", tinham um direcionamento menos agressivo. Independente disto, a história já havia sido mudada, inúmeras novas bandas influenciadas e o número de fãs multiplicado várias vezes.

Para eles, não importa que os discos seguintes não obtiveram o mesmo sucesso dos quatro primeiros. O que importa é que o Venom sobreviveu até mesmo à saída de Abaddon e ao fim das suas atividades por um período. Uma época em que Cronos lançou quatro discos solo e Mantas um.

Alvo de dois discos tributo, o Venom sempre teve como marca registrada o grande número de singles e coletâneas lançados. Isso sempre deixou os fãs malucos para conseguir os discos. São os mesmos fãs que vibraram com a volta do grupo, ainda sem Abaddon, substituído por Antton, um músico de alta qualidade.

Talvez tenha sido a técnica do novato que influenciou Cronos e Mantas a produzirem um dos seus melhores trabalhos de toda a carreira. "Ressurrection", lançado na América Latina pela Century Media Records, é simplesmente excelente. Mantas está melhor ainda, com riffs fantásticos, Anton surpreende na bateria e Cronos, bem, Cronos é o mesmo enquanto baixista. Sua forma de cantar alterou-se levemente, tornando o vocal menos gritado e mais sombrio, mas sem perder suas características. "Ressurrection" garante uma continuação produtiva na história do Venom.

Mais Informações
País: Inglaterra
Estilo: Black / Death Metal
Site Oficial: www.venomslegions.com

Discografia

1981 - Welcome To Hell 1982 - Black Metal 1983 - At War With Satan 1985 - Possessed 1989 - Prime Evil
         
1991 - Temples of Ice 1992 - The Waste Lands 1997 - Cast in Stone 2000 - Resurrection 2006 - Black Metal
         
       
2008 - Hell        

 

 

 
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