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ROCK
IN RIO 2011 No tão aguardado dia em que as bandas de heavy metal subiriam nos palcos do Rock in Rio, o dia começou muito bem com a apresentação das bandas Matanza e Korzus, sendo esta segunda, uma das mais desvalorizadas da cena metal no Brasil, pois apesar de ser atualmente a MELHOR banda nacional em atividade, o Korzus ainda não conseguiu o merecido respeito da mídia especializada. Logo após a apresentação do Korzus ao lado de convidados de auto calibre como Marcel Schmier do Destruction, João Gordo dos Ratos de Porão e Mike Clark do Suicidal Tendencies, foi a vez do primeiro dos grandes expoentes do metal brazuca, a banda Angra, subir ao palco Sunset do Rock in Rio. Para os antigos fãs do Angra não é nenhum segredo que o vocalista Edu Falaschi nunca conseguiu ser o vocalista que a banda merecia, mas depois da apresentação da banda no Rock in Rio, ficou claro até mesmo para os que defendiam o vocalista, que ele não tem a menor condição de continuar a frente da banda. Com uma apresentação pífia, repleta de desafinadas grosseiras e tentativas de forçar a voz, se fazendo de “agressivo” para disfarçar os tons mais altos das canções que ele não consegue atingir. E se antes o vocalista somente desafinava nas antigas canções da banda, ele agora consegue também desafinar nas musicas que foram compostas para ele próprio. Prova disso foram as canções “Rebirth” e “Nova Era”, nas quais ele desafinou muito mais que o normal. Para piorar as coisas, o show contou com a participação impecável da vocalista Tarja Turunen (ex-Nightwish), que deixou ainda mais claro o fato de o vocalista Edu Falaschi não conseguir fazer jus ao posto que ocupa. Sim meus caros leitores, é possível haver vida após Andre Matos, e a maior prova disso é a fantástica performance do vocalista Thiago Bianch que o substituiu no Shaman, inclisive fazendo grandes apresentações ao vivo. Mas no caso do Angra, se quiser continuar sendo uma das grandes bandas do heavy metal mundial, que trate de procurar logo um novo cantor. Logo após a apresentação do Angra, foi a vez de o palco Sunset receber toda a energia do Sepultura. Outrora tida como o maior expoente do metal brasileiro ao redor do mundo, a banda atualmente não passa de um arremedo do que foi um dia. Com o fraco vocalista Derrik Green gritando sem nenhum sentido e nem controle, muito abaixo do que foi um dia o Sepultura com Max Cavalera, seu gênio criador. Ao lado do Sepultura, subiu ao palco o grupo de “batuqueiros” do Tambours du Bronx, grupo francês chato pra caralho formado por caras que batem lata e acham que são músicos. A batucada era tão chata e insuportável que até mesmo os fãs da banda, em sua maioria, detestaram a apresentação do grupo Mineiro que estava em sua terceira participação no festival em terras cariocas. Andreas Kisser, sem duvidas um gênio da guitarra, não é nem de longe o gênio do Sepultura. Andreas, que recentemente substituiu o guitarrista Scott Ian do Anthrax em apresentações na turnê da “big four”, formada ainda por Megadeth, Slayer e Metallica, não é nem de longe, no Sepultura, o que já foi um dia. Basta ouvir os trabalhos da banda Cavalera Conspiracy, formada pelos fundadores do Sepultura, os irmãos Max e Igor, para sacar onde está o talento que fez do Sepultura uma das maiores bandas do mundo. E depois da fraca apresentação na terceira edição nacional do Rock in Rio, fica evidente que o bastão de grande ícone do metal nacional pode muito em breve mudar de mãos, pois Angra e Sepultura certamente estão bem aquém dos seus melhores dias.
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