VERSOVER
– House of Bones
É
impressionante o profissionalismo que
o VersOver atingiu neste trabalho conceitual.
Tudo é feito às minúcias:
o encarte é uma obra de arte,
as letras são bem escritas e
a gravação é umas
das melhores já feitas aqui no
Brasil. Alguém já ouviu
uma bateria tão bem gravada aqui
no Brasil? Rodrigo Camargo (v), Gustavo
Carmo (g), Fernando Hagihara (b) e Daniel
Roviriego (d) atingiram um nível
muito acima da média do que temos
hoje em dia, tanto no Brasil como lá
fora!
A
base literária desse trabalho
é o conto “A Casa de Ossos”
do escritor Adriano Villa, e o que se
vê, como acima citado, são
letras bem escritas. Dentre as quais
o destaque fica para “Dead Hour
and Twelve Minutes More”. Confira
você mesmo, muito legal!
Já
na primeira faixa – “Prologue”
– a banda já diz a que
veio, nos presenteando com uma música
perfeita para abrir um disco. Uma composição
densa e com riffs perfeitos. Destaques
para os vocais, que ficaram bem parecidos
com o do finlandês Timo Kotipelto
(ex-Stratovarius). Em seguida temos
a música “Thoughts of a
Stranger”, uma das mais pesados
do disco, que em muitos momentos tem
uma pegada bem Thrash. “Wind up
the Clock” é uma das melhores
deste trabalho, lembrando um pouco a
banda Uriah Heep, principalmente na
fase do álbum “Magician´s
Birthday”.
Seguindo
temos “DaemAngel”, que tem
uma veia mais Hard Rock, assim como
“Touch the Walls” (bem Ozzy
do álbum “No More Tears”)
e “Dead Hour and Twelve Minutes
More”. A linha de guitarra desta
última é maravilhosa.
“Scream of Pleasure” é
a música mais densa deste trabalho,
lembrando um pouco a banda Nevermore,
principalmente pela pegada e também
pelos vocais de Rodrigo Camargo que
ficaram perfeitos, em todo o álbum
ele demonstra uma variação
impressionte – sua evolução
é notável!
Na
música “Signs of the Past”
há a participação
mais que especial do vocalista Edu Falaschi
(Angra, ex-Symbols), e que, diga-se
de passagem, contribuiu e muito para
esta música, que é uma
das melhores deste trabalho. Além
da participação do vocalista
do Angra, neste CD ainda contribuíram
Charles Dalla (Skyscraper, ex-Wizards)
e Leandro Caçoilo (Eterna), o
que só dá mais brilho
para esta obra.
“Ruins
of Memory” é outra música
com muita pegada e com um trabalho de
bateria bem feito por Daniel Roviriego.
Mas a melhor faixa do álbum,
sem dúvida alguma, é “House
of Bones”, seu refrão é
marcante e a banda se destaque como
um todo, mostrando um VersOver na execução
de seu mais elevado nível musical.
Só esta música já
vale o CD!
“House
of Bones” é um álbum
que já nasce para ser clássico,
e vale dizer que é bem complexo
e demanda algumas audições
para compreendê-lo da maneira
necessária.Vale a pena cada centavo.
Corra e compre o seu.