MY
THRENODY - An Angel And The Eternal Silence
Mais
uma pérola do Doom Metal nacional.
My Threnody já nasce como sendo
um dos expoentes do estilo em terras tupiniquins.
E quem é o idealizador desta obra?
O ex-baterista da banda mineira Silent
Cry – Jefferson Britto. O cara é
simplesmente o faz-tudo, já que
compôs, tocou e produziu todo o
álbum, e que álbum!
Como
acima mencionado, a base musical deste
trabalho é o Doom, mas se fazem
presentes alguns flertes com estilos mais
extremos de nossa arte underground. A
sonoridade, como não haveria de
ser diferente, é extremamente climática,
com ambientações fantásticas,
principalmente nos arranjos de teclados
background e solos de guitarra, notadamente
na faixa “Shadow Reigns” –
uma música com todos os pré-requisitos
para virar hit.
Não
poderia deixa de destaca as vocalizações
deste álbum, pois elas condizem
perfeitamente ao clima transmitido pelas
músicas, bastando ouvir a magnífica
“Like Roses And Thorns” para
constatar o que estou relatando. Mérito
para a magnífica produção
de Jefferson, pois conseguiu pensar em
todos os detalhes: cozinha coesa numa
levada ora rápida ora mais cadenciada
e melancólica; guitarras presentes
nas horas certas, e o mais importante,
instrumentos bem timbrados e adequados
à proposta musical apresentada.
É
preciso deixar bem claro que “An
Angel And The Eternal Silence” é
um álbum extremamente complexo,
bastando para entendê-lo em sua
completude várias audições,
uma vez que não é o tipo
de CD que você escuta e já
fala “nossa, que CD!”. Aos
poucos você vai entender tudo o
que Jefferson Britto codificou em cada
faixa, e daí sim vai chegar à
assertiva de que trata-se de um álbum
fantástico.
A
despeito de todas as faixas serem passíveis
de comentários longínquos,
a melhor deste álbum é a
lúgubre “Tulips (And The
Garden Looks So Sad” uma música
que transmite um ar de despedida, ou melhor,
de um adeus e este objetivo foi conseguido
por Jefferson Britto, pois confesso que
até me veio uma vontade súbita
e inexplicável de chorar... Precisa
falar algo mais?
Caro
amigo, não é bairrismo –
apesar de eu ser extremamente bairrista
–, olhe com carinho para esta obra-prima
do Doom Metal mundial e sinta, como eu
senti, o orgulho e a certeza de que o
Heavy Metal nacional é o melhor
do mundo! |