SYMBOLS
- Symbols
É
complicado falar deste álbum. Primeiro porque o nível
técnico da banda é fenomenal. Segundo, porque
é meio difícil de entender como é que as
duas faixas bônus puderam ser melhores do que o resto
do CD. Mas tudo bem. Banda de origem paulistana, a Symbols lança
seu disco debute auto-intitulado com 10 músicas (sendo
as duas últimas bonus tracks).
Bem, do vocalista Eduardo Falaschi não se tem necessidade
de dizer nada. Dispensa comentários. Sua performance
no disco é simplesmente perfeita. Nada de exageros nos
'ahhh' e 'ohhh' e a dosagem de agressividade e limpeza nas passagens
vocálicas são perfeitas. Realmente esse Mister
Falaschi chegou pra ficar.
De
qualquer modo, o melhor da história é que o resto
da banda não fica atrás. Rodrigo Arjonas (g),
Tito Falaschy (b), Rodrigo Mello (d), Marcelo Panzardi (keyb)
e Demian Tiguez (g) são um estouro. É realmente
bom ver que as bandas nacionais estão se tocando de que
o nível gringo não é um sonho, mas sim,
algo bem real e que dá pra chegar lá. Com composições
de todo mundo na banda, o disco abre com a pesada "Scream
of People" (que fez parte do CD integrante da Planet Metal)
e segue com "What Can I Do?", indo terminar em "You",
uma balada lindíssima.
Algumas
coisas são interessantes. "Scream of People",
por incrível que pareça, é a 'menos melhor'
do CD. Tudo bem, os vocais dessa música são fenomenais
(e aquele grito rasgado depois do refrão é maravilhoso),
mas as músicas seguintes ainda são superiores.
"Rest In Paradise" chega até a ter uma carinha
Deep Purpliana pelos arranjos dos teclados, mas os vocais colocam
a banda nos anos 90. Que vocais, hein. É incrível,
dá vontade de se comentar do resto da banda, mas esse
Eduardo parece que gruda no ouvido (e na cabeça!) da
gente e não larga mais.
As
duas faixas bônus, como supracitado, são as melhores
do disco. Parece meio confuso, mas são duas porradarias
heavy de tirar o fôlego. E que beleza de arranjos e melodia.
"Eyes In Flames" e "The Traveller" são
uma obra prima nacional. Se o próximo disco vier nessa
linha, vai ser um estouro tão grande como um "Angels
Cry" do Angra.
E
sabe o quê? Podem dizer o que quiser. Que o disco vem
com balada, ou que a banda não tem identidade ou o que
for. A meu ver, a Symbols alcançou um nível de
maturidade que é raramente visto por terras tupiniquins.
Como Angra, dá orgulho de dizer que são do nosso
Brasilzão. Caras, continuem com esse nível. Vocês
vão longe.