STRATOVARIUS
- Elysium
Por:
Eduardo Guimarães
Conheci o Stratovarius na época
do “Episode” e continuo achando
esse o melhor álbum da banda. Depois
de outros dois discos bons, “Visions”
e “Destiny”, o Stratovarius
entrou em uma trilha descendente vertiginosa,
com discos chatos ao extremo. A mudança
drástica da saída de Timo
Tolkki deu um novo sopro de vida ao grupo
com “Polaris”, mas ainda faltava
algo.
Mas
o que faltava está presente agora,
em “Elysium”. Logo na primeira
audição achei que o disco
está muito mais parecido com “aquele”
Stratovarius que gravou o bom “Fourth
Dimension”. São coisas talvez
difíceis de explicar, mas a sonoridade
está mais parecida com aquela.
Logo em “Darkest Hours”, que
abre o disco, isso é perceptível.
“Under
Flaming Skies”, a segunda do disco,
é destaque do repertório
e dá pra perceber que Timo Kotipelto
tenta variar em alguns momentos um pouco
do modo padrão como ele costuma
cantar. “Infernal Maze” traz
a sonoridade bem conhecida da banda, principalmente
em relação à guitarra
e ao teclado. A música começa
lenta e ganha velocidade.
As
lentas “Fairness Justified”
e principalmente “Move the Mountain”
são bem interessantes. Quem prefere
as mais rápidas, do início
ao fim, vai gostar de “Event Horizon”.
A faixa-título, com seus longos
18 minutos, é cheia de variações
que não deixam a canção
se tornar repetitiva ou cansativa ao ouvinte.
Talvez
esse clima de “velhos tempos”
que “Elysium” traz se deve
ao fato do responsável pela produção
ser o guitarrista Matias Kupiainen, justamente
o integrante mais recente da banda e que
provavelmente é fã dos trabalhos
do Stratovarius do final da década
de 90.
Se
você estava cansado do Stratovarius,
“Elysium” é uma boa
oportunidade para dar uma nova chance
ao grupo. |