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Slayer
- World Painted Blood
Por: Rafael Sartori
Previsões para o fim
do mundo não faltam e, com o novo álbum, banda
completa a trilha sonora.
Já faz cerca de 25 anos
que Slayer é sinônimo de música agressiva,
de Heavy Metal brutal. Ao longo desse tempo, estilos e bandas
mais extremas apareceram, mas nenhuma consegue causar tanto
impacto quanto Tom Araya e companhia. A discografia do Slayer,
conhecida de forma singela como “a trilha sonora do apocalipse”,
ganha mais um e talvez o último capítulo, “World
Painted Blood”.
O novo álbum é
o segundo desde o retorno do baterista Dave Lombardo, conta
com a produção com Greg Fidelman e também
com a “benção” de Rick Rubin, que
assinou o disco como produtor executivo.
“World Painted Blood”
é Slayer em sua mais pura essência. Estão
aqui os timbres, os ‘riffs’ acelerados e os solos
toscos (no bom sentido, é claro) das guitarras de King
e Hanneman, os dois bumbos e as viradas cheias de caixa de Lombardo
e a interpretação magistral de Tom Araya. Falar
de entrosamento no Slayer é ser redundante. Além
disso, os temas são os de sempre como assassinato, morte,
guerra e religião.
É impressionante, contudo,
como a banda não tenta se modernizar nem usa artifícios
de produção para isso e, mesmo assim, não
soa datada. A teoria aqui é a de que o mundo é
um lugar duro e violento e, portanto, o som do Slayer sempre
será atual e terá o seu espaço.
É difícil apontar
destaques e, assim como nos bons tempos, algumas músicas
não chegam nem aos três minutos. De qualquer maneira,
“Hate Worldwide”, “Human Strain”, “Not
Of This God” e “Public Display of Dismemberment”
são de deixar qualquer um atordoado. Previsões
para o fim do mundo não faltam. Com “World Painted
Blood”, a trilha sonora já está completa. |