SLASH
Por:
Aaron M.
A
fórmula “músicas
+ convidados ilustres = álbum
de sucesso”, tão utilizada
em vários outros estilos como
o Hip-Hop e o Rap, cada vez mais é
adotada em outros gêneros.
O
lendário guitarrista mexicano
Carlos Santana, já há
algum tempo, tem obtido êxito
com álbuns que trazem na ficha
técnica das músicas a
participação estratégica
e especial de nomes que não por
acaso estão em evidência.
Slash
aderiu à moda... algum problema?
Não! “Slash” apresenta
assim um punhado de boas composições,
incluindo-se aí uma releitura
de “Paradise City” e todas
elas com tudo aquilo que se espera do
guitar-hero e eterno Guns N’ Roses.
Não
faltam bateria e baixo “arrasa-quarteirão”,
‘riffs’ e solos de guitarra
inspiradíssimos, vocais performáticos
e as indefectíveis baladas. Enfim
Classic Rock e Rock de arena para ninguém
botar defeito.
Não
faltam também nomes de prestígio,
tão distintos como Adam Levine
(Maroon 5) e Lemmy Kilmister (Motorhead),
Ozzy Osbourne e Fergie, Ian Astbury
(The Cult) e Dave Grohl, Myles Kennedy
(Alter Bridge) , Chris Cornell e Cypress
Hill, entre outros além é
claro dos eternos ex-parceiros Duff
McKagan e Steven Adler.
O
álbum pode até perder
força ao longo do ‘tracklist’,
com algumas músicas um pouco
cansativas, mas quem se importa? Mais
do que isso, o trabalho traz tudo e
mais um pouco de Mr. Saul Hudson além
de interessantes encontros musicais
cujos resultados são surpreendentemente
bons.
Destaques
para “Beautiful Dangerous”,
“Gotten” e “Doctor
Alibi”. “Slash” é
um álbum acima de tudo interessante
que corresponde às expectativas
dos fãs do músico e ao
mesmo tempo surpreende por equilibrar
bem as tão distintas participações
especiais.