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REVIOLENCE - Modern Beast
Por: Billy

Realmente o Brasil é um celeiro de Heavy Metal de boa qualidade, a cada ano que passa novas bandas e novos artistas aparecem no mercado, e dessa vez não foi diferente com a banda paulistana Reviolence que nasceu no ano de 2003, formado pelos ex membros da extinta banda Panzer, Edson Graseffi e Mauricio Cliff que também tocou com a banda Mystic de Frank Godzik (Kreator). Em seu último trabalho, o álbum Modern Beast, que trabalha diversas temáticas, basicamente, temos conceitos que rodeiam a nossa sociedade, onde quem tem mais grana e poder é quem manda e os desfavorecidos não tem lugar entre os outros.

A arte do álbum é bem interessante de se analisar e ver várias vezes, pois temos ao fundo do seu encarte o trânsito caótico da maior cidade da América Latina, isto mesmo, São Paulo. O Caos da cidade grande, o tempo curto com grandes compromissos, a dificuldade de locomoção, a má qualidade de vida, e outros grandes problemas de uma grande metrópole.

O álbum se inicia com uma incrível e emocionante introdução, lembrando muito algumas grandes composições eruditas. Em seguida, é de assustar o peso e a excelência da ”Trail of Tears” que lembraem muito os clássicos do metal oitentista, com muito trash metal de boa qualidade. A música fala sobre a máscara que as pessoas criam através da internet ou da mídia em geral, e acabam se esquecendo de quem realmente são.

A faixa seguinte é “Warning Hell”, uma das minhas prediletas por começar com harmônicos e um riff de tirar qualquer vovô de cadeira de balanço. Nesta faixa a banda aborda a chegada do apocalipse.

E o que falar de “Violent Phoenix”? Uma entrada infernal com um baixo pesado e uma bateria explodindo em seus pedais duplos! A faixa fala sobre dias confusos, sobre algo que está por vir tão rápido que mal teremos tempo para pensar em distinguir o certo do errado e onde não haverá tempo nem para respirar quando finalmente chegar o caos.

Ahhhhhhhhh! Agora sim a faixa título do novo álbum, “Modern Beast”!
Tirem vocês mesmos as suas próprias conclusões desta pancada na cabeça, a musica relata o momento quando a besta aparece explicando o motivo de sua vinda e as suas regras, trazendo a incerteza do amanhã, e até mesmo do hoje.

Chegando agora a parte final do álbum temos “Zero of me”, uma canção bem interessante que chega a lembrar “The Unforgiven”, abordando uma conversa com o próprio ego, onde o homem se vê rebaixado através do seu próprio limite e as dificuldades diárias tornam-se batalhas invencíveis.

Com uma escala rápida e um riff pesado começa “Abduction”, que nada mais é que o conto de um rapto aonde o refém relata sua própria tortura e angústia, com sonhos ruins e presenças alucinantes em um estranho local onde ele mal consegue enxergar, sente pessoas ao seu redor, mas não consegue falar. Pode também ser interpretada como uma metáfora que aborda as situações do nosso dia a dia, quando somos colocados em algumas situações em que temos que abrir mão de nossa própria opinião e ficar em silêncio diante das opiniões alheias.

Por último, e não menos importante, temos a canção “Quattro”, uma belíssima composição do guitarrista Guilherme Spilak. A faixa em questão trata-se de uma canção instrumental da qual foi retirado o trecho que acabou se tornando a abertura do álbum. Em suma, um grande álbum de thrash metal com muita pegada e muito bom gosto. Se você é fã do estilo precisa conhecer esta banda.

 

 

 
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