| MEGADETH
- Endgame
Fonte: Metal Hammer
“Dialectic
Chaos”: Um verdadeiro épico
instrumental de 2 minutos, cheios de solos
abre o álbum! Mustaine tem dito
recentemente, para quem quisesse ouvir,
que o ex-guitarrista do Nevermore e Jag
Panzer, Chris Broderick, é o melhor
que o Megadeth já teve e com essa
abertura estupenda (e no decorrer do álbum)
os solos são divididos entre os
dois e são arrebatadores.
“This
Day We Fight!”: A faixa instrumental
cessa e cai direto em um riff dilacerante
com uma linha vocal raivosa de Mustaine.
É uma combinação
de abertura! O andamento, a agressividade
latente, os riffs assombrosos - Mustaine
soa mais do que puto e essa música
ao vivo vai arrebentar. Os solos nessa
música vão fazer seus rosto
derreter, um verdadeiro soco na cara.
“44
Minutes”: Uma introdução
épica e comovente (complementada
com o rádio da policia ao fundo
anunciando um crime em andamento) dá
lugar a um riff gritante e pesado que
domina o verso e é seguido por
um refrão melódico e tem
mais solos esmerilhantes. O segundo solo
tem influências orientais mas a
guitarra base é tão foda
quanto o próprio solo.
“1,320’”:
Um riff oitentista inspiradissímo
acompanhando por uma batida forte na caixa
de bateria. A faixa baseada em motocicleta
é acompanhada de um riff cheio
de gás e mais e mais solos. Os
fãs irão molhar as calças
quando ouvirem esse álbum!
“Bite
The Hand That Feeds”: Novamente
o riff principal é bem oitentista,
mas de um modo que não soa nem
um pouco datado. Captura a essência
do antigo Megadeth mas com a produção
dinâmica e potente de Andy Sneap
fica soando potente e bem 2009. Até
esse momento parece que o Megadeth criou
algo ralmente especial. Cada segundo é
mais foda que o outro. O finalzinho dessa
música é uma mescla de Megadeth
com Motorhead!!
“Bodies
Left Behind”: A faixa abre em um
compasso mid-tempo que nos faz lembrar
da banda no início dos anos 90.
Mais uma vez é o desdém
que é marca registrada de Mustaine
que comanda o show. Possivelmente o refrão
mais pegajoso até o momento e a
mais cheias de mudanças em relação
a ritmo e feeling (desde um mid-tempo
até um thrash arrebatador). Essa
música é fantástica,
um monstro.
“Endgame”:
“Attention! Attention! All citizens
report to your district detention centres!
Do not return to your homes! Do not contact
anyone! Return all of your weapons!”
é gritado em um megafone, referente
à natureza política do álbum,
antes de dar lugar a um bombardeio de
riffs. A música ganha velocidade
por volta dos 2 minutos enquanto o solos
tomam conta de novo. “This is the
end of the road, this is the end of the
line, this is the end of your life, this
is the Endgame!”, é urrado
no refrão. Com um tempo de duração
um pouquinho abaixo dos 6 minutos essa
é outra faixa fenomenal. Nós
sabemos que você já leu várias
coisas positivas sobre o álbum,
mas é que é BOM MESMO!!
“The
Hardest part Of Letting Go… Sealed
With A Kiss”: uma abertura acústica
e violinos bem sutis são acompanhados
de uma linha vocal tenebrosa do Mustaine.
A guitarra solo fica à espreita
no fundo esperando apenas o momento de
aparecer e vir arrebentando com tudo.
Riffs atordoantes combinados com linhas
precisas de violino nessa balada com uma
pitada de hard-rock.
“Headcrusher”:
Se você ainda não ouviu essa
música, deveria. Procure por ai.
É outro clássico do Megadeth
a espera e os riffs fazem até um
homem sem pescoço bater cabeça.
“How
the Story Ends”: ‘United Abominations’
foi um álbum fantástico,
mas quando você chega a faixa 10
do Endgame e ainda continua bom e fazendo
seu dinheiro valer a pena, a gente se
dá conta com que estamos lidando.
Mais riffs estupendo, com variações
de ritmo, um bumbo duplo pra lá
de agressivo e um refrão estonteante,
How The Story Ends é outra faixa
matadora. Estamos definitivamente em frente
ao melhor álbum do ano aqui, sem
dúvida alguma.
“The
Right To Go Insane”: Uma linha de
baixo barulhenta nos leva a um riff arrastado
e pesado que nos faz lembra novamente
do Megadeth dos anos 90. Depois de 3 minutos
a música ganha um gás e
dai é o inferno na Terra. Solos
pra lá e pra cá enquanto
a guitarra base vem martelando tudo até
o final da faixa.
ENDGAME
não apenas tem tudo para ser o
melhor álbum do Megadeth depois
de quase uma década (muito bom
se considerarmos o quão bom foi
o “United Abominations”),
mas em um ano cheio de ótimos álbuns,
“Endgame” é definitivamente
o melhor.
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