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HELLLIGHT
- ...And Then, the Light of Consciousness
Became Hell...
Após
“Funeral Doom”, um álbum
muito bem sucedido, a banda paulista HellLight
acabou por ver seus membros se separando
e para este lançamento, gravaram
o álbum como uma dupla formada
por Fábio (V/G/K) e Alexandre (B).
A banda que outrora poderia ser considerada
uma das melhores do estilo acabou por
desmoronar junto de sua antiga formação,
apresentando aqui um álbum muito
cheio de clichês e ambientações,
mas sem muita criatividade e praticamente
nenhuma pegada heavy metal.
Podemos
destacar aqui a ótima performance
nas faixas “The Light That Brought
Darkness” e “Beneath the Light
of the Moon”, porém, no restante
do álbum o que vemos é uma
banda que apresenta sons muito melancólicos
onde as linhas de guitarra praticamente
não tem nenhuma expressão,
tornando a audição extremamente
enjoativa.
É
claro que as composições
apresentam linhas instrumentais muito
bem desenvolvidas e executadas, mas sem
nenhuma criatividade e nenhum pouco do
peso que fazia a diferença no som
destes caras. Assim, a banda não
mostra aqui nada além do que outras
bandas do estilo por aí a fora
já se cansaram de apresentar.
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HELLLIGHT
- Funeral Doom
Pesado,
denso e macabro. Estas são características
muito comuns entre bandas de Doom Metal,
porem, mesmo não apresentando muita
coisa de novo, a banda HellLight, de São
Paulo, consegue apresentar boas composições
e uma linha instrumental digna de figurar
entre as maiores bandas do estilo mundo
afora.
“Funeral
Doom” é o segundo álbum
da banda formada por Fábio (V/G),
Alexandre (B), Robson (D) e Eric (K) no
ano de 2009, quando ainda tocavam como
um quarteto. O som aqui apresentado em
nada se parece com o de bandas góticas
da moda. Muito pelo contrário,
o que ouvimos aqui é um excelente
trabalho de Doom Metal calcado na velha
escola de bandas como Tiamat, Amorphis
e Tristania no inicio de suas carreiras
quando ainda não tocavam sons comerciais.
Ao
longo das faixas aqui apresentadas ouvimos
linhas muito bem compostas e executadas
de teclado, elevando as melodias a um
alto nível de qualidade. As guitarras
“na cara” são de um
peso incomum ao estilo, o que difere esta
de outras bandas do estilo por aí
a fora.
Os
vocais de Fábio de Paula são
carregados de densidade e muito bem executados,
certamente um dos melhores vocalistas
do estilo em terras tupiniquins. A produção,
diga-se de passagem, também é
de primeira. Somente resta a estes caras
correr atrás do merecido reconhecimento,
pois qualidade eles tem de sobra. |