ENGENHEIROS
DO HAWAII - Dançando no Campo
Minado
17
anos e 15 álbuns se passaram,
desde o longínquo ano de 1986,
quando chegava às lojas, e grudava
nos ouvidos e bocas dos então
jovens brasileiros, ávidos pelas
novidades chamado “rock nacional”,
“Longe Demais das Capitais”,
álbum de estréia daqueles
garotos do Sul, que atendiam por Engenheiros
do Hawaii, trazendo na bagagem ‘hits’
como “Toda Forma de Poder”
e “Todo Mundo é uma Ilha”.
Sucessos
não faltaram aos Engenheiros
do Hawaii ao longo de sua carreira,
“Terra de Gigantes”, “Infinita
Highway”, “Refrão
de Bolero”, “Ouça
o que eu Digo, Não Ouça
Ninguém”, “Somos
Quem Podemos Ser”, “Alívio
Imediato”, “Toda Forma de
Poder”, “O Papa é
Pop”, “Eu que Não
Amo Você”, para citar apenas
alguns exemplos.
Acompanhado
de Paulinho Galvão nas guitarras,
Bernardo Fonseca no baixo e Glaucio
Ayala na bateria, Humberto Gessinger
apresenta em “Dançando
no Campo Minado”, uma banda que
se mantém fiel, sem soar datada,
ao seu estilo e origens, mas antes de
mais nada, Rock ’n’ Roll.
Repleto
de ‘riffs’ de guitarra e
melodias que, como numa lobotomia, invadem
o cérebro do ouvinte incauto,
que sem perceber, sai cantando “não
captarão... não captarão”,
refrão da setentista, porém
moderna “Camuflagem”, faixa
de abertura do CD, que junto com “Rota
de Colisão” formam as faixas
mais ‘rockers’ do álbum.
“Dançando
no Campo Minado” traz ainda entre
suas 11 faixas, as introspectivas “Dom
Quixote” e a dobradinha “Segunda-feira
Blues I” e “Segunda-feira
Blues II”, compostas em parceria
com o ex-Engenheiros, Carlos Maltz,
além de “Até o Fim”
e da faixa título “Dançando
no Campo Minado”, sérias
candidatas a ‘hit’.
Em
resumo, “Dançando no Campo
Minado” é rock sem deixar
de ser pop, ou se preferir, pop sem
deixar de ser rock, e quando você
se dá conta, os econômicos
porém valiosos 31 minutos do
álbum já passaram, e você
se flagra pressionando novamente a tecla
‘play’ de seu toca CDs.