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DESTRUCTION - The Curse of the Antichrist: Live in Agony
Por: Eduardo Guimarães

“The Curse of the Antichrist: Live in Agony” é o mais recente trabalho ao vivo de um dos pilares do Thrash Metal europeu, o Destruction. Este álbum traz registrado dois shows distintos: um gravado durante a apresentação da banda no festival Wacken Open Air de 2007, e o outro em Tóquio, no Japão, durante a turnê de divulgação do último álbum de estúdio do grupo, “D.E.V.O.L.U.T.I.O.N.”.

O show no Wacken começa com a potente “The Butcher Strikes Back”, lançada originalmente em 2000 no álbum “All Hell Breaks Loose”. É impressionante como apenas três pessoas conseguem fazer essa porradaria toda! As cinco primeiras faixas são deste show e o destaque certamente é “The Alliance of Hellhoundz”, música do disco “Inventor of Evil” (2005).

Nessa versão ao vivo o vocalista e baixista Marcel ‘Schmier’ Schirmer chama alguns convidados para dividirem com ele os vocais: Bobby Blitz, do Overkill; Oddleif Stensland, do Communic; Wagner Peavey, do Rage. Este último anunciado por Schmier como “o herói alemão”.

Logo em seguida começa a parte gravada no Japão com a faixa-título do último disco de estúdio, “D.E.V.O.L.U.T.I.O.N.”. A diferença entre as platéias é nítida, isso quando é possível ouvir a platéia, obviamente.

O mais bacana ao ouvir músicas antigas e novas do Destruction em um álbum ao vivo é perceber como a banda continua com sua sonoridade áspera, aguda, rasgada, energética e pesada, acima de tudo. O segundo disco começa com “The Damned”, também no Japão, música mais cadenciada e menos rápida do que é o padrão do Destruction.

De volta à Alemanha temos o encontro de três bateristas do grupo. Marc Reing, atual dono do posto, toca ao lado dos ex-bateristas Oliver Kaisel e Sven Vormann. Realmente um momento histórico. Com o trio ao fundo o Destruction apresenta “The Antichrist”, praticamente unida à “Reject Emotions”.

O fim do show - e do disco - vem com “Total Desastar”, contando com o vocal do ex-baterista Tommy Sandman e com o ex-guitarrista “Harry Wilkens”, e com “Bestial Invasion”.

O mais interessante de “The Curse of the Antichrist: Live in Agony” em relação a outros trabalhos ao vivo do grupo é esse encontro de antigos integrantes. No mais, é o Thrash Metal visceral que a banda sempre apresentou. O açougueiro carniceiro continua mortal. Grande álbum.

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