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BEHEMOTH - Evangelion
Por: Ben Ami Scopinho

Talvez de forma mais rápida que o conterrâneo Vader, a trajetória do Behemoth caminha a passos largos e aumenta cada vez mais sua base de admiradores ao redor do planeta. E seu mais recente lançamento, "Evangelion", possui muitos dos enegrecidos elementos que continuarão a expandir o nome da banda polonesa para além do limitado, mas sempre fértil, circuito underground.

Os grandes trunfos do Behemoth se resumem a não se prender à faceta mais tradicional da música extrema e possuir um invejável senso para estruturar com coesão todo o caos que sua música exala. Assim sendo, encontraram seu nicho. E, ainda que se mantenha moderníssimo e dono de muitas ocasiões bombásticas e com uso de melodias orientais, várias das novas composições estão mais diretas que seu antecessor, “The Apostasy“ (07), construído com tantas camadas sonoras.

É claro que as características básicas pela qual o Behemoth estabeleceu seu nome permanecem – “Daimonos” e “Shemhamforash” são claros exemplos – mas, como se minimizou parte da excêntrica superprodução (no melhor dos sentidos, ok?), "Evangelion" consegue ser ainda mais ameaçador, mesmo em ocasiões mais cadenciadas como "Ov Fire And The Void", "The Seed Ov I", "Alas, Lord Is Upon Me" (ótimo título, não?) e na belíssima e melódica "Lucifer".

Se algum dos digníssimos leitores, por incrível que pareça, nunca teve contato com este grupo polonês, desfrute da precisão e diversidade de "Evangelion" e entenderá o porquê de todo o reconhecimento alcançado pelo Behemoth ser mais do que justificado – mesmo sendo uma banda de Heavy Metal extremo e calculadamente profano. Um trabalho nada menos do que excelente.

 

 

 
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