ATTOMICA

Este é o primeiro álbum da banda paulista de thrash metal Attomica. Lançado originalmente em 1987, o Attomica vinha na mão contraria a maioria das bandas de heavy metal nacionais da época, sendo uma das primeiras a adotar a língua inglesa em suas letras, pois até então, a grande maioria das bandas cantava em português.

Seguindo o caminho iniciado por Sepultura e Sarcófago, o Attomica adotou o inglês para suas musicas e logo começou a produção deste primeiro álbum que trazia apenas sete faixas. Naquela época os compactos não suportavam mais do que isso e a maioria das bandas gravava sempre em torno de sete ou oito canções.

Em 1987 a banda estava a todo o vapor, com toda a efervescência e disposição da juventude, e o resultado final foi simplesmente fantástico. Na época a preocupação com uma boa produção era o de menos, se não fosse possível melhorar, lançava-se o álbum assim mesmo.

Em 2006 o álbum foi relançado em CD pela Killagain Records, contando com algumas faixas bônus com nova formação, chegando a um total de onze faixas. O álbum está disponível desde então, e pode ser facilmente adquirido no site da gravadora. Este álbum é peça indispensável na coleção de qualquer fã de thrash metal.

 

ATOMICA – Back and Alive

“Back and Alive” é o mais recente trabalho do Atomica (que antes era Attomica). É um disco que resume a carreira de uma das melhores bandas de Thrash Metal do Brasil e que conta com seus maiores clássicos. Gravado no Clube Orion em São José dos Campos (SP) em dezembro de 2003, este CD mostra um Atomica muito entrosado, muito embora a banda tenha ficado na inatividade por longos anos. O último álbum – “Disturbing the Noise” – foi lançado em 1991.

J. M. Francis e J. P. Francis nas guitarras, Fábio Moreira nos vocais, Andre Rod no baixo e Mario Sanefuji na bateria dão uma aula do mais puro Thrash Metal, executando petardos como “The Chainsaw”, “Children Assassins” e “Forbidden Hate” de forma indefectível. É incrível a pegada que têm os irmãos Francis. Os caras simplesmente estraçalham em riffs e solos magistrais. A cozinha é de uma precisão estarrecedora. E o vocal? Ah, isso sim é vocal de Thrash, pois Fábio não só se limita a urrar, mas interpreta cada faixa, o que não é algo tão comum no estilo.

Este trabalho do Atomica é indispensável em qualquer coleção de quem realmente é fã de Trash Metal clássico, pois é uma grata demonstração de pegada e feeling ao longo de suas onze faixas. Além disso, é um álbum realmente ao vivo, onde a interação público/banda é latente do começo ao fim. Vale muito a pena ouvir cada faixa e sair batendo cabeça durante 55 minutos e 11 segundos.

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