ARNALDO
BAPTISTA - Let it Bed
Muito tempo se passou até que alguém
pudesse convencer o mutante Arnaldo Baptista
a lançar novamente um trabalho
solo, suas ultimas aparições
depois do fim dos mutantes foram os álbuns
“LOKI?”, de 1974, “SINGIN'
ALONE” de 1982 e “DISCO VOADOR”
em 1987, depois disso Arnaldo ainda lançou
dois álbuns com a clássica
banda Patrulha do Espaço, os álbuns
são “FAREMOS UMA NOITADA
EXCELENTE” de 1987 e “ELO
PERDIDO” de 1988.
Pois
foi por influência (e muita insistência)
do amigo e produtor John, guitarrista
da banda Pato Fu, que Arnado resolveu
finalmente colocar a mão na massa.
John, um fã assumido dos mutantes,
ensinou Arnaldo a operar programas de
computador e transportar pra dentro deles
tudo o que ele compunha e tocava em seus
teclados, guitarras e baixos.
A
produção também foi
feita por John, que é sem dúvidas
um dos melhores produtoras musicais do
Brasil, a distribuição está
sendo feita pelo selo “Universo
Paralelo”, de propriedade de Lobão,
e o CD está sendo vendido nas bancas
de todo o Brasil encartado na sexta edição
da revista “Outra Coisa”.
Esse
album já pode ser considerado um
clássico do rock progressivo, Confira
abaixo o editorial da revista escrito
pelo próprio Lobão:
Louvado Seja Deus
Bem, com vocês a tal surpresa que
a gente havia prometido: um disco inédito
do Arnaldo. Quando eu soube de toda história,
fiquei imaginando o que iria sentir ao
ouvir um disco tão esperado e tão
desejado. Será que eu estaria idealizando
uma parada e, de repente, me decepcionaria?
Qual seria a sensação de
poder ouvir os primeiros acordes? Pois
bem: ouvir o Let it bed é entrar
num mundo próprio, de uma poesia
desconsertante, de um senso de humor raro
e uma estética genial. Como se
isso não bastasse, coube uma deliciosa
intervenção do destino para
que esse disco saísse aqui, na
nossa querida revista. Aí, sinceramente,
eu não agüentei e saí
por aí delirando de felicidade.
Let it bed é um presente para o
presente, que tanto necessita de atentados
poéticos contra os idiotas da objetividade.
Sim! O gênio está na subjetividade
e o Arnaldo é o rei da subjetividade.
E tudo que eu posso dizer a vocês
é que ouçam com muita atenção
o disco, pois é uma experiência
maravilhosa e única.
Nós da revista temos muito orgulho
de mostrar para a rapaziada como o Arnaldo
foi reinventando seu mundo, sua arte,
sua vida com Lucinha e a própria
história desse disco, que é
sensacional. John e Rubinho também
captaram com maestria e sensibilidade
o disco, dando uma fluência de uma
delicadeza espantosa.
Esta edição é dedicada
a todas as pessoas envolvidas no trabalho
desse disco, que só pôde
ter tido esse resultado pelo amor e pela
vontade de compartilhar com Arnaldo uma
aventura sem igual.
Louvado Seja Deus!!!
Esse álbum e peça indispensável
pra qualquer fã de rock progressivo
ou amante de música brasileira
em geral.
FAIXAS:
1- Gurum Gudum - 2:12
2- Everdybody Thinks I'm Crazy - 1:34
3- LSD - 2:46
4- To Burn Or Not To Burn - 3:29
5- Bailarina - 2:42
6- Deve Ser Amor - 3:14
7- Nobody Knows - 1:06
8- Cacilda - 3:37
9- Imagino - 2:40
10- Ai Garupa - 226
11- Encantamento - 1:42
12- Carrossel - 0:20
13- Tacape - 2:57 |