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| QUINTESSENCE Com o auge do Death metal, em meados dos anos 90, inúmeras bandas surgiram com o propósito de tocar de forma mais extrema o Metal. Daí, começaram a aparecer alugumas variações, como: Splatter, Grind, Doom, etc. O QUINTESSENCE vem desta época, mais precisamente em junho de 94, a banda iniciou suas atividades. No início, as coisas eram um pouco diferentes de hoje em dia. Primeiramente, a banda chamou-se Malefactor, tendo como influências o Death/Doom Metal daquela época. O Malefactor surgiu das cinzas da banda Regurgitated, a qual executava um Splatter influenciado por Carcass, Cannibal Corpse e outros. A banda contava com Cristiano Dias (guitarra), Rodrigo dos Santos (bateria) e Coruja (vocal). Com a saída de Coruja, André Carvallho (vocal) foi chamado para seu lugar e assim o Malefactor foi tomando outro formato, tendo como objetivo tocar um Death Metal caído para o Doom Metal. Muitas bandas tiveram seus trabalhos como fonte de inspiração para o Malefactor. Os primeiros álbuns do Paradise Lost, My Dying Bride e Anathema talvez tenham sido as primeiras influências, mas não se pode esquecer do Black Sabbath, Iron Maiden e Venon, que, certamente, influenciam a maioria das bandas de Metal. Sendo assim, a banda definiu sua linha de trabalho, embora ainda faltasse um quarto músico para o baixo, entretanto as composições foram aparecendo até a chegada de Henrique Bessa (baixo) para desempenhar a função. Em pouco tempo, já havia um set completo e ensaiado para qualquer apresentação, não demorando muito para o primeiro show acontecer. Então, mesmo com pouca divulgação, o Garage/RJ teve um excelente público naquela noite de outubro de 1994, e o resultado do show foi tão bom que, exatamente uma semana depois, a banda estava no mesmo palco tocando seu set. O Malefactor teve sua primeira baixa no início de 1995 , quando Henrique Bessa deixou a banda para dedicar-se a um outro projeto particular. Mas a banda logo se refez com Wagner Magno entrando para o baixo e Cláudio assumindo a segunda guitarra. Mais shows, mais divulgação e mais composições novas. A banda buscava algo mais viajante e com atmosfera mais profunda em sua música. Daí então surgiu a idéia de se incluir um teclado na banda. Durante o ano de 1996, a banda passava por uma grande reformulação e assim entra a tecladista Lia Fonseca e o guitarrista Cláudio é substituído por Willer Carvalho, o qual também passa a dividir com Cristiano e André as composições. A partir daí, veio o nome QUINTESSENCE que se encaixou perfeitamente ao som e temática da banda. A música "Matronæ Gaia" foi a primeira a ser composta nesta época. Shows, festivais e entrevistas passam a virar rotina. O primeiro trabalho de divulgação foi o rehearsal intitulado The Mask of Dead Innocence, gravado ao vivo durante uma apresentação no Rio de Janeiro. Mesmo com todas as dificuldades que qualquer banda do underground passa, o QUINTESSENCE decide entrar em estúdio para lançar sua demo oficial. Com muito suor, começam as gravações da demo-tape que contaria com 5 composições próprias (Utthan, Miracles, Images on the River, One Horizon Only e My Infinite Thoughts). Tudo parecia estar correndo normalmente para a banda, mas, em meados de 1997, começa uma fase de brigas internas e o inevitável acontece: Cristiano Dias deixa a banda e, um tempo depois, Lia Fonseca também, interrompendo as gravações. Vários músicos são chamados para dar continuidade ao trabalho, mas, mesmo assim, as coisas não vão muito bem e a demo-tape acaba não sendo concluída. O tempo foi passando e não havia estabilidade na formação. Cristiano foi convidado a retornar ao QUINTESSENCE no final do mesmo ano e desde então a rotina de ensaios e composições vai voltando, aos poucos, ao normal. A música A Lost View in the Hollow Space marca o início da nova série de composições. Em junho de 1998, é chamada para os teclados Cristina Müller. A banda volta às apresentações, porém ainda com alguns problemas internos. Wagner Magno e Willer Carvalho deixam definitivamente o QUINTESSENCE devido a assuntos pessoais. A vaga deixada no baixo é rapidamente preenchida com o retorno de Henrique Bessa, o primeiro baixista da banda. A busca por um segundo guitarrista deixa de ser a preocupação e, com isso, o teclado passa a ter cada vez mais destaque. Diante disso, surge a idéia de ter um segundo teclado, resultando na entrada de Thaís Dias em 1999. A partir daí, os ensaios são exclusivamente direcionados para a gravação da primeira demo-tape. Lonely Seas of a Dreamer começou a ser gravada em julho de 1999 e foi finalizada em agosto. O intuito do QUINTESSENCE era obter toda a sua qualidade em estúdio, apesar do pouco tempo para gravar e mixar suas músicas. O objetivo sempre foi ter não só o peso do Metal, mas também a melodia. Assim, a cada dia que passava, o som evoluía e adquiria uma identidade própria. Inicialmente, a sonoridade da banda era Doom/Death Metal e, com o passar do tempo, adquiriu elementos do Rock Progressivo, Gótico e, principalmente, do Heavy Metal Tradicional. As músicas de Lonely Seas of a Dreamer refletem o caminho percorrido até hoje e as letras traduzem a viagem pelo inconsciente de um sonhador. Luna, faixa de abertura, inicia a viagem pelo mundo dos sonhos. A próxima, A Lost View in the Hollow Space, é a entrada do sonhador no reino das ilusões e tudo que é concebido nele. Matronæ Gaia fala sobre o contato da Natureza com o ciclo da vida. Over the Veil of the Blue Clouds é a metáfora da criação, onde a força do sol simboliza o personagem. Por fim, Towards Eternity fala da eterna busca do sentido da vida e sobre a imortalidade de um sonho. Após o término das gravações, Rodrigo dos Santos (um dos fundadores da banda) e Thais Dias deixam o QUINTESSENCE antes mesmo do lançamento da demo. Novamente, a banda é prejudicada pela saída de membros.
Vários testes com inúmeros bateristas
fizeram com que a banda se afastasse dos palcos
por mais de um ano. Mais
Informações Discografia
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