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PIRATARIA X INDUSTRIA FONOGRÁFICA
Por Cássio Daniel Pagliarini

- BREVE HISTÓRIA DA PIRATARIA

Que pessoa com pouco mais de vinde anos pode dizer que não se lembra dos tempos dos discos de vinil? Pois é, ainda nos tempos de velho “bolachão” a pirataria já rolava solta, e de forma muito simples, as pessoas necessitavam apenas de uma fita K7 comum para copiar sues discos e carrega-los consigo no bolso da camisa.

Com a passar dos tempos os discos de vinil foram ficando pra traz, foi no inicio dos anos 90 que os CD’s começaram a ganhar popularidade, não só por sua praticidade, mais também pela qualidade elevada de seu áudio, daí pra frente não demorou muito para que os CD’s ganhassem o mundo. Pouco depois dos CD’s de áudio vieram os CD-Roms, discos que continham materiais variados e que podiam ser executados em qualquer computador, e para que essas mídias pudessem ser compartilhadas facilmente, criou-se os gravadores de CD’s, e levando em consideração que os discos de áudio também não passam de um tipo de arquivo de mídia, não foi nada difícil começar a criar cópias perfeitas de CD’s de áudio.

- OS PROGRAMAS DE TROCA DE ARQUIVOS

Com a popularização dos arquivos MP3, surgiram então os programas para troca desse tipo de arquivo, o mais famoso e popular da historia foi o Napster, que conquistou milhões de usuários em todo o mundo, tornando muito fácil os downloads de discos completos, porem, depois de um famoso processo judicial movido por artistas como, Madonna, Michael Jackson, Metallica entre outros, o Napster foi obrigado a tirar seu servidor do ar.

Entretanto, esse não foi o fim desse tipo de programa, muitos outros foram surgindo, outro que se popularizou muito rápido foi o Áudio Galaxy, programa que guardava os arquivos em servidor de host de internet comum, mais esse também foi por água abaixo logo após sua descoberta pela mídia.

Muitos outros tentaram conquistar a vaga de programa preferido dos piratas, entre eles o Morpheus, que ainda continua ativo, mais nenhum deles foi tão bem aceito quanto o Kazaa, pois esse, não guardava os arquivos em um servidor, e sim, no próprio computador dos usuários, que passaram a utilizar o programa como forma de se conectar aos computadores uns dos outros, e assim, trocarem seus arquivos de áudio, vídeo, documentos, imagens e até mesmo, softwares.

- A VERDADE SOBRE AS INDUSTRIAS FONOGRÁFICAS

Como se sabe, as gravadoras são as mais prejudicadas com a pirataria, no entanto, será que os artistas realmente perdem tanto assim? Vale ressaltar que um artista popular, como, Daniel, Leonardo e outros, se vendem dois milhões de CD’s, obviamente não vêem dois milhões de reais em suas contas bancárias, o que significa que o artista, o verdadeiro dono da obra, recebe menos de um real por disco vendido, afinal, eles realmente ganham dinheiro com shows, apresentações em televisão e radio e presença em eventos. Mais espere aí, então, pra onde vai tanto dinheiro? Levemos em conta o seguinte, se uma determinada gravadora vende dois milhões de discos de um único artista a cerca de vinte e cinco reais cada um, lá se vão cinquenta milhões. Como já se sabe, nenhuma grande gravadora tem apenas um ou dois grandes artistas vendedores de discos, por aí já dá pra se ter uma idéia das fabulosas quantias arrecadadas pelas mesmas.

As gravadoras se defendem, dizem que os investimentos são autos e as despesas idem, mais espere, se hoje, um garoto de 15 anos a capaz de gravar disco de ótima qualidade em seu computador, trancado em seu quarto, e por menos de dois reais, onde as gravadoras estão gastando tanto? Você diria; Ora, na gravação, masterização e nas artes gráficas dos discos. Eu então pergunto a você; Será que isso é verdade?


- COMO ACABAR COM A PIRATARIA

Existe sim uma maneira muito fácil de acabar de uma vez por todas com a pirataria, porem, essa maneira não é interessante para as gravadoras, a maneira mais pratica de se acabar com o comercio de discos copiados e simplesmente baixar os preços dos CD’s originais. Pense bem, valeria a pena correr os riscos de comprar um disco pirata, ou até mesmo gravar você mesmo uma copia de um disco de seu artista favorito se o álbum original custasse dez ou quinze reis? Pois é, um disco original, com encarte, letras das musicas e tudo mais que se tem direito, e convenhamos, ainda com um bom lucro para os executivos de gravadoras, que continuariam a encher seus bolsos de dinheiro, perdendo pouco em cada um dos discos vendidos e ganhando em aumento de vendas. Como já se sabe, a grande briga das gravadoras não é para que os discos deixem de ser pirateados, e sim, para que possam continuar vendendo seus discos por vinte e cinco, trinta reais, ou até mais que isso.

Como pode um cidadão que trabalha o mês todo e ganha um salário mínimo adquirir um CD por essas pequenas fortunas? Tivemos recentemente uma grande prova da ganância das industrias fonográficas, quando a banda americana Pear Jam foi abrigada por sua gravadora a retirar de seu próprio web-site oficial, arquivos de musicas ao vivo, gravados em shows por todo os EUA.

Esse texto não tem a intenção de apoiar a pirataria de forma alguma, mais sim apoiar a queda de preços e tornar os discos originais (que sem duvidas são melhores) mais acessíveis. E se as grandes gravadoras pretendem manter os autos preços, então que agüentem a pirataria como castigo a sua ganância, pois eles nunca vão poder proibir que os gravadores de CD’s sejam vendidos e muito menos que os arquivos MP3 continuem circulando na rede mundial de computares.

 

 

 
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