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Earth: Via Funchal - São Paulo/SP.
A
Via Funchal não estava lotada, mas bem cheia. A apresentação
começou com um pequeno atraso, às 22h15, com “In
Sacred flames”, seguida de “Behold the Wicked Child”.
A música, o volume, a energia do público e dos músicos
e o calor infernal produziam uma combinação quase inflamável,
explosiva. No início do show o microfone do vocalista Matthew
Barlow estava um pouco baixo, assim como a guitarra de Troy Seele.
Algo marcante em ver e ouvir a banda ao vivo é a potência vocal de Barlow. Se no estúdio qualquer um pode fazer quase tudo - graças aos efeitos, ajustes e outras peripécias tecnológicas - é ao vivo que a verdade se mostra. Claro que é possível usar alguns efeitos da mesa de som, eco e afins, mas o que Barlow faz ao vivo é impressionante. Sua performance no palco também é carismática e sem muitas estripulias. Troy Seele tocou o show inteiro vestido com uma jaqueta jeans. Só de vê-lo daquele jeito já aumentava o calor. Não sei como ele conseguiu essa proeza. Um tanto discreto no palco, o músico se destacava ao fazer os solos com extremo ‘feeling’. Entre os quatro instrumentistas, o baixista Freddie Vidales foi quem mais interagiu com o público, pedindo palmas e se locomovendo mais no palco. O dono da banda, o guitarrista e fundador Jon Schaffer, exibia no rosto a impressão deixada pelo público deste show. E era algo positivo. Schaffer assumiu o microfone para cantar “Stormrider” e pediu desculpas ao público pela banda ter demorado mais de 20 anos para tocar no Brasil. Tanto as músicas mais antigas quanto as mais recentes são cantadas por boa parte da platéia. Quem foi ao show para conhecer melhor a banda certamente não saiu decepcionado. O repertório contou com “Prophecy”, “Pure Evil”, “Dracula” - com direito a isqueiros acessos -, “The Hunter”, “Declaration Day”, “Burning Times” e “The Coming Curse”, que encerrou a primeira parte. Durante o intervalo o público começou a bater palmas e a cantar parte do refrão de “Watching Over Me”. Foi de arrepiar. Assim que os músicos voltaram ao palco a cantoria recomeçou. “Oh I know, oh I know, he’s watching over me”. Schaffer, Seele e Vidales foram ao centro do palco e conversaram algo com o baterista Brent Smedley. Naquele momento creio que muitos dos presentes - assim como eu - acreditaram que a banda faria alterações no repertório padrão da turnê. Mas foi só um lampejo de esperança. A cara do baterista indicava que não seria desta vez que o público brasileiro poderia ouvir “Watching Over Me” ao vivo. Infelizmente. Antes de começarem a nova sequência de músicas o vocalista ainda mandou um belo e sonoro “Fuck You” para o show da cantora Beyoncé que acontecia naquele mesmo momento em outro ponto da capital paulista. Para encerrar o show a banda ainda apresentou “Dark Saga”, “A Question Of Heaven”, “My Own Savior” e “Iced Earth”. Durante todo o show o público foi extremamente participativo cantando as letras e até mesmo todas as melodias em que fosse possível fazer vocalizações. Show perfeito. Heavy Metal puro. |
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