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| MORTALHA O Heavy Metal invadiu o Brasil na década de 80, revelando bandas nacionais reconhecidas mundialmente até hoje, tais como: Dorsal Atlântica, Overdose e Sepultura. Entre estas e outras, dividindo palcos no circuito Rio/São Paulo, naquela época ainda fazendo o clássico Thrash/Power Metal influenciado por Metallica, Anthrax, Megadeth e Slayer, estava o MORTALHA, de 1984 a 1987, quando, por diversas razões, decidiu parar suas atividades. Em 2002, seus fundadores, DELAHOYA (Guitarras), LP (Baixo) e VANS (Bateria), voltaram a se cruzar, relembrando os bons-velhos tempos e planejando o que seria uma possível volta da banda. Antes do fim do mesmo ano o MORTALHA estava de volta, com uma proposta musical e conceitual totalmente nova, fruto do amadurecimento de seus componentes e, com certeza, influenciado por diversas novas referências dentro e fora da música. Com um repertório de 12 músicas totalmente inéditas, inspirado - mas não menos original - em bandas como Metallica, Tool, Nine Inch Nails, Queens of the Stone Age e Rage Against the Machine, Pantera, Pro Pain e somando-se várias referências clássicas como Black Sabbath, Led Zeppelin, Jimi Hendrix e tantas outras, o MORTALHA reaparece com composições instrumentais já no ano de 2003, realizando alguns pequenos shows no Rio e em São Paulo. Os planos para 2004/2005 incluiram a incorporação de Letras e Melodias vocais ao Set List com a entrada de Phil NaVeia nos vocais, finalizando material para o primeiro CD da banda, inicialmente de título REBORN - Lançamento em Janeiro 2006 -, partindo para novos shows de divulgação dentro e fora do Brasil. Os shows começaram a aumentar, com o grupo tocando ao lado de Cradle Of Filth, Cannibal Corpse, Samael e Anathema. Já contratados pela Century Media, o grupo pôde ampliar seus horizontes e explorar vertentes mais sombrias do seu som, como mostra “Wolfheart”, o segundo disco. Durante a tour, abrindo para o Morbid Angel, o grupo acabou perdendo seus dois guitarristas, mas ganhou um público fiel, que fez as vendas do disco triplicarem em toda a Europa. Os palcos da Inglaterra, Polônia, República Tcheca e vários festivais viram o poder do Moonspell ao vivo. Era hora de crescer ainda mais. Com a produção do renomado Waldemar Sorychta, o grupo entrou no estúdio na Alemanha para gravar “Irreligious”, que vendeu 10 mil cópias apenas em Portugal e consagrou a banda no cenário metal, com grandes vendagens também na Áustria, Itália e Alemanha. Problemas internos e o desgaste natural resultaram na saída de Ares. De acordo com Fernando Ribeiro, Ares acabou traindo o grupo mais tarde ao registrar o nome da banda e faixas de “Sin/Pecado” no seu nome. É neste capítulo, em 1996, que o brasileiro Sérgio Crestana entrou para o Moonspell, assumindo o baixo e logo se adaptando ao grupo. Paralelo à banda, Crestana manteve por algum tempo um trabalho em bares tocando música brasileira para garantir o orçamento. Na sequência veio a histórica participação no palco principal do Dynamo Open Air, fazendo do Moonspell a primeira banda portuguesa a tocar no mitológico festival de Eindhoven, na Holanda. Para compensar os problemas, “Irreligious” e “Sin/Pecado” ganharam Disco de Prata. O próximo capítulo veio com a tour de “Sin/Pecado”, um trabalho em que o Moonspell experimentou novas sonoridades, afastando-se um pouco da linha mais black metal do início da carreira. Durante a tour, o grupo visitou a América do Sul pela primeira vez, tocando no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e o México, na América do Norte. Curiosamente, apesar de terem se afastado das raízes, os integrantes do Moonspell criaram um projeto paralelo, Daemonarch, extremamente ligado ao passado da banda. Black metal pesadíssimo, o projeto é todo caracterizado pelas normas da música extrema. Em 1998 o grupo gravou “The Butterfly Effect” com o qual o Moonspell teve a chance de realizar sua primeira tour pelos Estados Unidos, tocando junto com o sueco In Flames. A novidade neste trabalho foi a troca de produtor. Apesar de muito elogiado e respeitado pela banda, Sorychta não conseguiu agradar ao grupo no disco anterior e foi substituído por Andy Reilly. Um produtor que não tinha envolvimento com música pesada, já que sua experiência sempre foi com o pop. Mas isto não impediu que sua participação fosse essencial para que “The Butterfly Effect” se tornasse um dos melhores álbuns do ano. Em 2001 sai “Darkness and Hope”, um álbum mais experimental,na linha de “Sin/Pecado”, cheio de teclados e guitarras pesadas que agradou bastante os fãs menos radicais. Dois anos depois, o Moonspell voa para a Finlandia, onde grava “The Antidote”, com produção de Hiili Hiilesmaa (Sentenced e H.I.M.). Esse trabalho marca a saída do baixista Sérgio Crestana, substituído por Aires Pereira e foi muito bem recebido pelos fãs. Em Maio de 2004, o Moonspell passa pelo Brasil para fazer alguns shows e segue para sua terra-natal, onde toca no Rock In Rio Lisboa. Mais
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