ICED EARTH A história do grupo começou em 1985, quando o guitarrista e líder Jon Schaffer (então com 16 anos) montou o The Rose na cidade de Indianápolis. O nome não vingou e acabou sendo trocado para Purgatory, que teve vários integrantes em sua formação. A baixa faixa etária não garantiu muita seriedade ao trabalho, apesar da banda ter se mudado para a Flórida em busca de algo mais na carreira. Não havia dinheiro e todos moravam em estúdios e faziam pequenos bicos para poder sobreviver. Alguns não aguentaram a pressão e acabaram voltando para casa. O tempo passou e somente em 1989, já batizado definitivamente como Iced Earth, o grupo conseguiu os primeiros passos corretos na carreira. Cerca de mil cópias da demo tape "Enter The Realm" foram distribuídas, com vários exemplares sendo encaminhados para gravadoras nos Estados Unidos e Europa. A gravadora alemã Century Media se interessou pelo som tradicional do Iced Earth e o contrato foi fechado, mesmo com as propostas de gravadoras relativamente maiores na época como a Combat Records e a Roadrunner. O disco inicial, "Iced Earth", lançado em 90 garantiu uma tour européia ao lado do grupo alemão Blind Guardian, com quem a banda norte-americana estabeleceria uma forte amizade. As vendas foram boas na Europa e, dois anos depois, "Night Of The Stormrider" manteve o nome do grupo em evidência com outra escursão pelo Velho Mundo com o Blind Guardian e uma vendagem excelente no Japão. O crescimento de fato se deu a partir de 1995, quando o guitarrista e líder Jon Schaffer recrutou o excelente vocalista Matthew Barlow. Suas qualidades destacaram-se logo no seu trabalho de estréia, "Burnt Offerings", um disco que ampliou ainda mais os horizontes do grupo que conseguiu, finalmente, o reconhecimento no seu próprio país. No ano seguinte, "The Dark Saga" combinou melodias vocais intensas e riffs de guitarra incomparáveis, assegurando Schaffer como um dos principais compositores metálicos da década. A arte da capa, feita por Todd McFarlane (o criador de Spawn), foi outro ponto positivo. Até esta fase da banda Schaffer não teve sorte com bateristas, várias pessoas ocuparam a vaga mas nunca agradaram ao "chefe". Cansado de esperar o baterista ideal, ele passou a trabalhar com um músico contratado, Mark Prator. Do estúdio para os palcos, o Iced Earth ampliou consideravelmente sua legião de fãs ao redor do planeta, com apresentações memoráveis em festivais europeus. Isso tudo fez aumentar a curiosidade do público sobre o grupo e a busca por raridades, gravações não utilizadas e pelos dois primeiros discos, "Iced Earth" e "Night Of The Stormrider". Isso motivou Schaffer e seus companheiros a lançarem "Days Of Purgatory", um disco cheio de peças para os fãs e faixas da sua primeira demo tape, "Enter The Realm". O título do álbum é uma referência ao nome original da banda. Incansável, o Iced Earth lançou "Something Wicked This Way Comes", um disco que alterna momentos de intenso sentimento com faixas arrasa-quarteirão e, até hoje, o trabalho mais apreciado pelos fãs. Um CD onde as influências e raízes da banda, que vão desde o metal tradicional ao thrash, são quase palpáveis. Outra vez a preocupação com a qualidade não se limitou à música e a capa ganhou tratamento especial. Greg Capullo (que colaborou com McFarlane em "The Dark Saga") e Travis Smith capricharam no design da capa. Na verdade, o visual tem muita importância para o Iced Earth, que vê nas fotografias, no encarte, nas capas dos seus discos - e até mesmo no próprio visual dos músicos - algo tão importante quanto o que é produzido musicalmente. Foi em "Something Wicked..." que o guitarrista Larry Tarnowski entrou para a história da banda, tendo sido contratado para gravar todos os solos. A técnica do músico impressionou tanto que ele foi chamado para tocar na tour seguinte e seu nome já apareceu como membro oficial do grupo no álbum que viria a ser lançado. Gravado na Grécia, o álbum triplo "Alive In Athens" tornou-se um clássico e imperdível para qualquer fã de música pesada. Certamente, o disco já pode ser classificado como um dos melhores em toda a história do heavy metal, ao lado de "Live Evil" (Black Sabbath), "Live After Death" (Iron Maiden) e "Alive" (Kiss). O sucesso foi tanto que o álbum ganhou Disco de Ouro na Grécia, algo que não acontecia para uma banda metal desde 1992, quando "Fear Of The Dark", do Iron Maiden, obteve a honraria. Depois disso, finalmente a banda tirou férias. Mas Jon Schaffer não parou suas atividades e, junto com o vocalista do Blind Guardian, Hansi Kursch, lançou o projeto paralelo Demons & Wizards. Depois de alguns shows com o projeto, Schaffer reuniu os companheiros no segundo semestre de 2000 para gravar "Horror Show", já com Steve Di Giorgio (ex-Death, Testament e Sadus) no baixo e Richard Christy (Demons & Wizards e Control Denied) na bateria. Como o lançamento do disco foi programado apenas para a metade de 2001, a banda lançou "The Melancholy EP" para saciar a sede dos fãs. Reunindo duas faixas de “Something Wicked This Way Comes” e uma do disco “The Dark Saga”, o EP conta ainda com uma faixa que não entrou em "Alive In Athens" e covers de Judas Priest, Black Sabbath e Bad Company. Finalmente, em 2001 a banda lança “The Horror Show”, um álbum considerado “temático”, já que as letras tratam de lendas e conto s de terror que fizeram parte da infância dos integrantes, tais como Drácula, Frankstein,a múmia, Jack “O Estripador”, entre outros. Musicalmente, esse é o disco mais pesado do grupo, que traz no novo line up o baterista Richard Christy (Death) e o baixista Steve DiGiorgio (Testament). Infelizmente, DiGiorgio deixou o Iced Earth logo após as gravações, sendo substituído pelo antigo do dono do posto posto, James MacDonough. Em 2003, entretanto, uma notícia pegou todos de surpresa. O vocalista Matthew Barlow anunciou seu desligamento do Iced Earth e do ramo musical. O novo álbum já estava pronto e teve que ser adiado até que o grupo achasse um substituto. Eis que Tim Owens, ex-Judas Priest, não só assume a vaga, mas regrava todos os vocais do próximo álbum. Assim, no ano seguinte chega às lojas “The Glorious Burden”, um álbum que tinha como temática fatos históricos que marcaram a terra do Tio Sam. O disco agrada os fãs e Owens sai em turnê com a banda. Pouco tempo depois, mais uma baixa: o baterista Richard Christy decide se dedicar a sua carreira de comediante no rádio e é substituído por Bobby Jarzombek. Ainda em 2004 o Iced Earth solta a coletânea dupla “The Blessed and the Damned”, com 23 faixas remasterizadas de todas as fases da vitoriosa carreira da banda. Depois de quase uma década, Jon Schaffer resolveu desenvolver a história de "Something Wicked", a canção dividida em três partes que encerrava o clássico "Something Wicked This Way Comes" .Assim, em 2007 é lançado o álbum "Framing Armageddon" , o primeiro composto para a voz de Tim "Ripper" Owens, já que “The Glrius Burden” foi feito originalmente para ser cantado por Matthew Barlow. Após sair do Iced Earth, Barlow tornou-se um oficial de polícia em Georgetown. Ele também tornou-se o vocalista da banda First State Force Band, que era composta de oficiais de polícia de vários departamentos do estado de Delaware. A banda se apresentava em escolas pregando ideais como "diga não às drogas", "fique longe da violência" e "respeite seus pais, professores, a si próprios e a vida". Em 13 de abril de 2007 Barlow voltou à música em tempo integral como o vocalista da banda dinamarquesa Pyramaze. Barlow aceitou a oferta porque ele ainda poderia exercer sua profissão na polícia. Em dezembro de 2007 Jon Schaffer anuncia no site oficial da banda o retorno de Matthew Barlow aos vocais da banda e cantaria no The Crucible of Man. No dia 5 de setembro de 2008 é lançado o álbum The Crucible of Man, a última parte da trilogia"Something Wicked". Mais
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