AC/DC
- HIGHWAY TO HELL
“Highway to Hell” foi gravado entre fevereiro e abril de 1979 em estúdios em Miami, nos Estados Unidos, e em Londres, na Inglaterra. Inicialmente a produção seria feita por Eddie Kramer, já conhecido no mundo da música por seus trabalhos como engenheiro de som ou produtor de bandas como Led Zeppelin, Jimi Hendrix e Kiss. Mas a produção final de “Highway to Hell” foi assinada por Robert ‘Mutt’ Lange que na época já tinha produzido Savoy Brown e The Boomtown Rats, e mais tarde iria trabalhar com artistas como Def Leppard, The Corrs, Bryan Adams e Nickelback, entre outros. Este foi o quinto lançamento internacional da banda e a faixa-título se tornou um dos maiores clássicos da carreira do AC/DC. O álbum traz 10 faixas, todas compostas pelos irmãos Malcolm e Angus Young em parceria com o vocalista Bon Scott. “Highway to Hell” alcançou a 17º posição entre os mais vendidos nos Estados Unidos em 1979. Anos após o lançamento do disco, em 1985, “Highway to Hell” esteve envolvido em uma polêmica. O assassino em série norte-americano Richard Ramirez, conhecido como Night Stalker, cometeu diversos crimes entre os anos de 84 e 85. O criminoso se dizia fã de AC/DC e teria criado seu apelido baseado na música “Night Prowler”, a última faixa de “Highway to Hell”. O fato de Ramirez se declarar fã do AC/DC e de usar camisetas e outros assessórios do grupo levou a conservadora sociedade norte-americana a culpar a banda como incentivadora de atos criminosos. O mesmo ocorreu com Ozzy Osbourne e Judas Priest, praticamente na mesma época. O Território da Música pediu para alguns músicos influenciados pelo AC/DC comentarem sobre este álbum ou contarem alguma história envolvendo o disco. Veja o que integrantes das bandas King Bird, Baranga e Martiataka disseram a respeito: Fábio
César, baixista do King Bird (www.myspace.com/kingbirdband):
Ele veio em minha direção e disse que eu ainda tinha salvação se ouvisse o que ele tinha para me falar. Ele me entregou o tal folheto e disse para ler atentamente, mas quando bati o olho no papel lá estava a tradução da música “Highway to Hell” e ali dizia que a música era do capeta e que todos os membros da banda tinham pacto com o dito cujo... Eu olhei para ele e disse “cara muito obrigado... eu estava querendo a tradução dessa música e não tinha! Muito obrigado, você realmente me salvou!” (risos). Obviamente na mesma hora o cara saiu sem dar satisfação nenhuma, pois a loja inteira caiu em gargalhadas. Brincadeiras à parte, eu considero este álbum uma das maiores obras primas do Rock 'n' Roll e com certeza AC/DC é uma das maiores influências do King Bird. Ricardo
‘Soneca’ Schevano, baixista do Baranga (www.myspace.com/baranga): “Highway to Hell” não foi o primeiro disco que ouvi do AC/DC, nem o primeiro que ouvi com Bon Scott, o vocalista original. Mas ficava claro, logo na primeira audição, que ali a banda estava no auge. A produção impecável, os ‘riffs’, os timbres, as letras, e os fantásticos refrões, com ‘backing vocals’ mais “cheios” que nos discos antecessores, deixando a certeza, para mim, que este é o melhor disco do AC/DC. A faixa título nasceu para ser um hino, põe de ponta-cabeça qualquer pista, em balada de Rock, até hoje. E instituiu definitivamente o “Hell” como o paraíso sonhado por todos os roqueiros. Uma pena que este tenha sido o último registro com Bon Scott. Um dos mais carismáticos ‘frontman’ que o Rock já teve. É difícil fazer certas suposições, mas acredito que se estivesse vivo seria uma figura cult como Lemmy Kilmister, Keith Richards ou Ozzy Osbourne. Mas como o mundo gira, no ano seguinte o AC/DC lançou “Back In Black”, que pagou todos os tributos que Bon Scott merecia. Mas isso é outra história e o “Back In Black” só faz 30 anos em 2010”. Deca,
guitarrista do Baranga: Não foi o primeiro ‘play’ que comprei do AC/DC, mas eu era moleque quando comprei e foi inspiração para um trabalho de desenho na escola - era para desenhar a capa qualquer e escolhi colocar o logo da banda e o título, mas o desenho era de uma estrada, com faixa separando as pistas, ‘guard-rail’ na lateral e com um fogo no fundo. O curioso é que mesmo bem antes de ter visto o vídeo, é a imagem bem parecida com um filminho de introdução do filme “Let There Be Rock”... Tem mais! Se você comparar as fotos da contracapa do “Powerage” - que é de dois anos antes que o “Highway to Hell” - vai ver que é da mesma sessão de fotos. É só ver os detalhes do Angus e do Malcolm. Isso é normal, tem foto da sessão do segundo CD da Baranga, “Whiskey do Diabo”, que ainda usamos até hoje... Até nisso temos influência do AC/DC (risos)! Del
Guiducci, vocalista do Martiataka (www.myspace.com/martiataka):
Não é meu disco preferido do AC/DC - embora goste mais do Bon Scott como vocalista, o “Back in Black”, como álbum, é insuperável -, mas talvez seja o melhor com o antigo vocalista. E tem uma série de coisas que fazem do “Highway to Hell” um disco emblemático, não só para mim, mas para a história do rock. Primeiro o fato de ter sido o último com Bon Scott. Depois pela capa espetacular, uma das melhores do rock em todos os tempos. E, claro, por algumas grandes canções como a faixa-título e “Girls Got Rhythm”. Fabrício
Barreto, guitarrista do Martiataka: FONTE: Território da Música
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