METALEIROS
NÃO; HEADBANGERS!
Somos, na maioria, bilíngues e estudamos bastante. Não somos consumidores de roupas de marca ou freqüentadores de shopping ou barzinhos da moda. O som é pesado, podendo ter algumas baladas, aliás, as melhores baladas do mundo são de bandas de metal. Somos uma tribo mundial, em qualquer lugar você reconhece um headbanger”, desabafa. Muito “black” no armário. Uma
outra característica dessa tribo é a adoção,
no bom sentido, do preto como segunda pele. No armário de
um amante do Heavy Metal, não pode faltar peças e
acessórios pretos. “Pelo menos 70% dessa galera, se
vestem da mesma maneira. Geralmente, calças e camisetas pretas,
usam acessórios de couro, tipo braceletes, coturnos (botas),
jaquetas. E o principal: são cabeludos”, afirma Paulo
Roberto, colunista do site www.roquenrou.com.br e editor do fanzine
Stereo Rock Club.
Para o colunista, a Galeria do Rock é um dos grandes pontos de encontro da tribo metal de São Paulo. E isso não é de hoje. Por volta da década de 80, período em que o estilo começou a emplacar no Brasil, muitos “headbangers” se encontravam na galeria para trocar informações. “Naquela época, muitos ‘headbangers’ andavam com as conhecidas ‘pastas’ dos fãs, com fotos, matérias, etc. As amizades que foram criadas acabaram tornando o movimento mais forte do que é hoje, pois antes não existia MTV e programas de rádio, fora as revistas especializadas, que eram poucas”, relembra Paulo Roberto.
Uns dos pontos favoráveis para o surgimento do heavy metal,
principalmente em São Paulo, foram os festivais ‘Heróis
do Rock’ e ‘Praça do Rock’, realizados
no Parque da Aclimação, que contou com a presença
de bandas históricas, como: Patrulha do Espaço,
Made in Brazil, Harppia, Centúrias, Abutre, Ave de Veludo,
Salário Mínimo e Mammoth.
Bar do Maguila: muito papo e metal no Centro Novo de São Paulo Basta passar num sábado à tarde pelos arredores da Galeria do Rock para ver, tanto na galeria quanto nos barzinhos em volta, “headbangers” batendo um papo, fazendo um som. Para Eric Piccelli, vocalista da banda “Tiger Cult”, um outro point freqüentado é o Bar do Maguila, no Largo do Paysandu. “A maioria dos lugares de metal fica fora do centro, mas lá no Bar do Maguila é o local ideal para curtir um som pesado”, afirma Eric. O Tiger Cult nasceu em 1996, inicialmente com o nome de Angry Angel. A banda passou por algumas mudanças de formação, até estabilizar-se com a atual, que conta com Eric Piccelli (vocal), Marina Takahashi (guitarra), Anderson Juan (guitarra), Daniel Costa (baixo) e Rodrigo Alonso (bateria). “ Acabamos de lançar nosso primeiro CD, chamado Cold and Terrible. O lançamento ficou a cargo da Die Hard Records, que além de vender cds, é um selo especializado em música pesada, que fica na Galeria do Rock”, comenta Eric.
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