Nessa
seção estaremos ouvindo músicos
de bandas de rock e heavy metal comentando
sobre seus discos favoritos.

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Confira
os comentários de Frank
Frank
é vocalista da banda Anthares. |

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BLACK
SABBATH - VOL. IV
Primeiro álbum Heavy Metal que
escutei, cheguei da escola aquele dia
e fui olhar os álbuns do meu
pai, pedi que ele me deixasse escutar
aquele com a capa sombria, com um tipo
de mago referenciando algo. Ele deixou
mas, até hoje não esqueço
a observação feita por
ele: - Pode ouvir mas, acho que você
não gostar. É muito pesado!
Pesado?! Realmente ele tinha razão,
não só pesado como bizarro
e obscuro. Uma verdadeira pérola
do Heavy Metal, um daqueles discos que
você ouve e se penitencia por
nunca ter ouvido aquilo antes. Desde
este dia minha vida nunca mais foi a
mesma. O Heavy Metal mudou minha vida
e finalmente percebi o que era real.
Não acreditava no timbre tirado
por aquele tal de Iommi, estava começando
a aprender a tocar guitarra, e não
era possível uma guitarra tão
pesada e sinistra daquele jeito, até
aquele período de minha vida,
a guitarra mais pesada que havia ouvido
era a de Helter Skelter dos Beatles.
Com certeza, devo minha vida metalica
a este álbum que, na minha opinião
será único na história
do Heavy Metal.
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VENOM
- AT WAR WITH SATAN
Primeiro álbum do Venom que ouvi,
comprei o vinil em uma tarde em que
passava pela galeria. Esse disco é
fantástico e tem um clima de
satanismo e álcool puro, sem
frescuras. A primeira faixa, At War
With Satan é um épico
que ocupa um lado inteiro do vinil,
e conta a história da guerra
de Lúcifer entre os hipócritas
cristãos.
Esta
musica tem passagens tradicionais, solos
marcantes e até o próprio
Diabo declarando guerra. Após
o término dessa música,
ao ouvir o lado B a coisa fica melhor
ainda com clássicos como: Stand
Up (and be counted), um verdadeiro chamado
aos guerreiros de Satanás; Rip
Ride, Woman Leather and Hell e por fim
a desconcertante arrrrrggghhhhh...
Na edição do vinil ficaram
de fora dois clássicos que posteriormente
foram lançadas na versão
em cd, que são: Manitou e Woman.
Destaque para a capa.
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HELLHAMMER
- APOCALYPTIC RAIDS
Imagine uma viagem ao inferno: chamas,
diabos, almas agonizantes, desfiladeiros
sem fim, ódio imortal, sofrimento
extremo e nenhuma luz no fim do túnel.
Isto é Hellhammer, Apocaliptic
Raids. O disco mais real que já
ouvi em minha vida. Tom Warrior conseguiu
captar toda a angustia humana em um
único disco, com letras que criticam
a lógica religiosa e até
mesmo a própria humanidade. Guitarras
sujas e pesadas, bateria descompassada,
às vezes, tornam este álbum
um marco para o Black Metal.
Gostava de ouvir este álbum com
fones de ouvido para captar melhor o
espírito do disco e, posso dizer
que, para ouvidos despreparados, trata-se
de uma agressão quase física
ao ouvinte. Não indicado para
pessoas fracas e cristãos sem
cérebro.
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SLAYER
- SOUTH OF HEAVEN
Bem-vindos ao purgatório. Este
é o meu disco favorito do Slayer,
tudo perfeito, combinando cada timbre,
solo, vocal e bateria. Esse álbum
nos demonstra que a perfeição
existe e, essa perfeição
se chama: SLAYER. Desespero do começo
ao fim, tomam conta do ouvinte ao iniciar
esta viagem aos cantos mais sombrios
do Inferno e das Guerras mais tórridas
da humanidade.
É quase possível sentir
o cheiro dos corpos se decompondo no
chão ao ouvir Ghost of War, é
quase possível sentir o cheiro
do inferno ao ouvir Live Undead, que
na minha opinião é a melhor
do álbum.
Dave Lombardo simplesmente, da uma aula
de Thrash Metal, Hanemman e King estavam
inspiradíssimos quando fizeram
os riffs deste álbum, um melhor
que o outro, Tom Arraya canta um pouco
diferente nas músicas deste álbum,
tornando seu vocal um pouco mais suave,
porém, sem perder sua raiva inigualável.
A melhor banda do mundo junto com o
JUDAS PRIEST!!!
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JUDAS PRIEST - STAINED CLASS
De cara já temos a fantástica
Exciter, que na minha opinião
e a mãe de Painkiller, veja:
as duas começam de cara com bumbo
duplo, tem dois solos, magníficos
por sinal, e repetem o refrão
exatamente as mesmas vezes.
Este disco é a mistura perfeita
de Heavy Metal com as músicas
feitas nos anos 70, guitarras Fender
e Gibson dão o timbre perfeito
para as composições apresentadas
nesta álbum. Halford com sua
inigualável voz, da um show à
parte, destaque para sua interpretação
de Beyond the Realms of Death. Esse
disco é, na minha opinião,
um divisor de águas no Judas
Priest, saindo de um álbum um
tanto quanto lento e "leve",
com o perdão da palavra, como
o Sin After Sin e não sendo tão
pesado quanto o seu sucessor Hell Bent
For Leather.
Após
o álbum Stained Class o Judas
Priest nunca mais foi o mesmo, suas
composições se tornaram
muito mais fortes e inspiradas. A melhor
banda do mundo junto com o SLAYER!!!
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