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Nessa seção estaremos ouvindo músicos de bandas de rock e heavy metal comentando sobre seus discos favoritos.

 

Confira os comentários de Alexandra Liambos

Alexandra é vocalista da banda Thalion.

 

Rush – Counterparts (1993)

Quando este disco saiu, eu tinha apenas 7 anos e não tinha a mínima noção do que era rock ‘n’ roll, muito menos de progressivo, hard rock, heavy metal. Só como uma introdução, tudo que eu conheci sobre rock em geral foi através dos meus pais, que sempre fizeram questão de colocar o som muito alto para a casa inteira escutar.

Eles compraram o disco logo que ele saiu e meu pai colocava tanto a música Leave That Thing Alone (instrumental) que eu comecei a me interessar e depois eu comecei a ir atrás de outras bandas que seguiam um estilo parecido, como o Yes (que na época lançou o disco Talk, e que também foi uma grande influência).

Olhando hoje, acho que tem outras músicas do Rush que eu gosto mais do que as do Counterparts, mas esse disco marcou minha infância. Analisando agora, percebe-se que na época o Rush começava a tirar um pouco os elementos eletrônicos que tinha inserido em suas músicas a partir da metade dos anos 80 até o Roll the Bones (de 91).

Este disco marcou a volta do Rush para a música mais pesada e eu o escuto até hoje. Minhas músicas preferidas são: Stick It Out, Animate, Leave That Thing Alone, Cold Fire, Nobody’s Hero e Between Sun and Moon.


 

Warlock – Burning the Witches (1984)

Sinceramente, não conhecia o Warlock há tanto tempo, já que eu ouvi sobre a Doro Pesch através de amigos, quando eu já estava começando a cantar. O que me chamou a atenção nela foi o seu estilo rebelde e “desencanado”, sem se preocupar em ser uma menina cantando heavy metal, o que não era comum naquela época.

Mesmo cantando rasgado, ela conseguia manter uma “suavidade feminina” na sua voz e também era muito sensual nos palcos. Eu escolhi o disco de estréia da banda porque foi o primeiro que eu ouvi e eu acho o mais heavy metal do Warlock, apesar dos outros três discos (Hellbound, True As Steel e Triumph and Agony) serem muito bons também.

A produção deixa a desejar, mas isso é perfeitamente aceitável em se tratando de um disco gravado em 1984 na Alemanha de uma banda nova. As minhas músicas preferidas são a maravilhosa balada Without You , o clássico Metal Racer, Sign of Satan e Homicide Rocker.

O estilo de Doro Pesch influenciou muito no meu próprio jeito de cantar, e apesar de gostar também de sua carreira solo, acho que ela mandou muito bem cantando heavy metal tradicional no Warlock.

 

 

Aerosmith – Get a Grip (1993)

Bom, com certeza esse foi o disco que eu mais ouvi na minha vida. Mesmo ouvindo muito metal com meus pais, esse foi o primeiro disco que eu realmente me interessei e fui atrás (tanto que hoje eu tenho quase todos os discos da banda até o ao vivo A Little South of Sanity).

Esse era um dos tantos discos que meus pais ouviam e eu era fascinada pelo estilo da banda e pela voz e presença de Steven Tyler. Mesmo tendo lançado outros discos nessa linha que já tinham estourado nas rádios, “Get a Grip” foi o álbum do Aerosmith que fez mais sucesso e mostrou que uma banda com 20 anos de existência ainda poderia surpreender.

Várias músicas viraram hits, como Cryin’, Crazy, Amazing, Livin’ On the Edge e Eat the Rich. Todas elas estão entre minhas favoritas, aliás, o álbum inteiro é maravilhoso.

Apesar de eu gostar de algumas músicas do Nine Lives, acho que a banda ficou pop demais depois do Get a Grip. Mesmo tentando voltar às origens nesse último álbum (Honkin’ On Bobo), o Aerosmith nunca mais será tão legal quanto foi no Get a Grip.


 

 

Nightwish – Wishmaster (2001)

Este foi o primeiro álbum da banda que eu conheci e hoje posso dizer que é o melhor. Wishmaster é um pouco mais pesado que os outros álbuns da banda e é o que contém a melhor interpretação de Tarja Turunen, na minha opinião. Quando eu a ouvi pela primeira vez eu tinha uns catorze anos e confesso que gostei muito da forma que ela cantava.

A Tarja foi uma das vocalistas que me fez começar a cantar e ainda é, de certa forma, uma influência para mim. A primeira música que eu cantei ao vivo foi justamente Dead Boy’s Poem, uma das baladas que fazem parte deste disco.

O Wishmaster é o mais bem produzido e bem arranjado da banda, e que representa uma atmosfera muito boa. Mesmo com o Nightwish entrado nas paradas e virando uma banda bem conhecida do público de rock em geral, seu trabalho mais recente “Once” não supera a qualidade das composições de Wishmaster, na minha opinião. Mesmo assim, eles estão de parabéns pelo sucesso alcançado, e acredito que essa exposição também foi muito boa para o heavy metal. As músicas mais pesadas também são muito boas: The Kinslayer, Wanderlust, Fantasmic.


 

Iron Maiden – Brave New World (2000)

Bom, essa é a maior banda de heavy metal de todos os tempos e esse disco foi o primeiro depois do retorno de Bruce Dickinson e Adrian Smith à banda.

Este também foi o primeiro disco do Iron Maiden que eu conheci a fundo. Muitas pessoas criticam o Brave New World, mas ele tem muitos aspectos positivos: tem uma sonoridade bem moderna, o que fez a banda soar atual e ganhar espaço em um público diferente.

Meu primeiro contato com esse disco foi logo depois do lançamento, quando meu irmão (que tem todos os discos do Maiden) colocou para todos do bairro ouvirem. Gostei dele desde a primeira vez que escutei; bem pesado em alguns momentos, enquanto em outros o som parece nos carregar em suas atmosferas leves.

Esse disco é apenas Iron Maiden, com novos conceitos, três guitarristas e as mesmas composições marcantes de sempre.O primeiro grande show de metal que eu presenciei foi em 2001 no Rock in Rio, e foi muito legal ver eles de “perto” (se é que podemos chamar aquilo de perto), mesmo quase tendo sido esmagada pela multidão. As minhas músicas preferidas desse álbum são: The Wicker Man, Blood Brothers, Out of the Silent Planet e The Thin Line Between Love and Hate.

 

 

 
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