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RUSH
- Snakes and Arrows Live
Desta
vez a performance escolhida para filmagem foi na Holanda. E, como
se fosse possível, a banda se mostra cada vez mais afiada
e ainda melhor técnica e musicalmente. O repertório,
sabiamente, inicia passando por diversos clássicos para
depois mergulhar no material novo, do excelente “Snakes
and Arrows”. Ao longo do set list, tem pra todos os gostos:
as faixas obrigatórias de sempre (“Limelight”,
“The Spirit Of Radio”, “Tom Sawyer” –
com uma participação especialíssima da galerinha
do desenho “South Park” – “YYZ”);
clássicos que vez ou outra retornam ao repertório
(a magistral “Subdivisions” e seu arranjo de bateria
inesquecível, a belíssima “Mission”,
“Distant Early Warning”, a excepcional “Natural
Science”), canções esquecidas resgatadas (a
grande “Entre Nous”, do álbum “Permanent
Waves”, além das boas surpresas como “Circumstances”,
de “Hemispheres”, “A Passage To Bangkok”,
de “2112” – com a volta do velho baixo Rickenbacker
roncando nas mãos de Geddy Lee– e “Witch Hunt”,
do obrigatório “Moving Pictures”)...
A
nítida impressão de divertimento vem principalmente
quando os três resolvem brincar de atores. A começar
do menu do DVD, com Alex Lifeson encarnando uma espécie
de guru, com a cabeça girando sobre uma almofada. Sem falar
nos pequenos filmes, exibidos nos telões do show e reproduzidos
aqui, como Geddy Lee encarnando um motorista escocês, e
até mesmo Neil Peart entrando na onda, acordando de um
pesadelo na cama, ao lado de Alex. Até mesmo no palco o
clima é de descontração, como durante “The
Spirit Of Radio”, onde um frango entra no palco (!), e podemos
ver Peart sorrindo junto a seus colegas. Fato raríssimo,
hein? Sem falar que o cenário continua cheio de piadinhas
internas da banda. As máquinas de lavar roupa de tours
anteriores cedem lugar a algumas “televisões de cachorros”,
com frangos assados girando durante todo o show, e as várias
bonecas Barbies como se fossem “groupies” frente a
Alex.
Voltando
ao repertório, das canções novas, destacam-se
“Far Cry”, “Working Them Angels”, as instrumentais
“The Main Monkey Business” e “Malignant Narcisism”
(com Lee empunhando um baixo fretless, modelo Jaco Pastorius),
que emenda com mais um solo de bateria fantástico de Peart,
cada vez mais elaborado e fantástico. Aliás, convenhamos,
elogiá-lo é um verdadeiro pleonasmo... O cara simplesmente
é um deus!
Nos
extras do terceiro disco estão canções tocadas
em uma apresentação em Atlanta, nos Estados Unidos.
Destaque para a ótima “Ghost Of a Chance”,
do álbum “Roll The Bones”. Há ainda
as clássicas “The Trees”, “Red Barchetta”
e “2112”. |