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SANTAREM - Entrevista Exclusiva

O atual crescimento da cena underground nacional vem nos trazendo nos últimos tempos, muitas ótimas bandas, e com certeza o Santarem é uma dessas bandas. O site HMB correu atrás e conseguiu uma entrevista exclusiva com o vocalista e guitarrista Guilherme Mistretta. Confira agora a matéria na integra.

HMB - Olá Guilherme, Vou começar a entrevista pedindo para que você Apresente a banda e fale um pouco sobre suas principais influências em comum.

GUILHERME - O Santarem é: Guilherme Mistretta nos vocais e violões, Alex Andreoni nas guitarras, Guilherme Furlan no baixo e Fernando Witcoske na bateria. Nossas influências em comum mais significativas são com certeza Rush, Marillion, Led Zeppelin, Pink Floyd e Purple, mas também passeiam pela banda influências de Iron Maiden, blues em geral, Van halen, Queensryche e outras "unanimidades" do Rock 'n'Roll.

HMB - Como você define o som do Santarem?

GUILHERME - Eu definiria simplesmente como uma banda de rock, com muita influência dos anos 70 e do rock progressivo. Ou ainda uma mistura das bandas citadas acima. Acredito que todos achem que sua própria banda seja original, mas eu sinceramente não consigo rotular o som do Santarem com algum estilo atual. Já nos chamaram de Hard Rock, Heavy Melódico e outras facções do rock, mas na verdade acho que nosso som está na intersecção de todos eles.

HMB - O CD-demo de vocês é realmente impressionante, Devo dizer que faz muito tempo que não ouço um demo com tamanha qualidade. Vocês já estão trabalhando para lançar o primeiro álbum? Já tem gravadora?

GUILHERME - Realmente o Alex e o Fernando, responsáveis por toda a arte gráfica do CD, capricharam. Por isso até este CD, que era originalmente um demo, desde 2000 é comercializado da forma original. Não temos uma gravadora. O que aconteceu foi que a Die Hard Records acolheu o nosso trabalho por acreditar na banda. Eles então compraram CDs prontos.
Estamos sim gravando nosso primeiro CD "full-length". Este terá 10 faixas inéditas. O nome e a data de lançamente ainda são incógnitas, mas gostaríamos de lançá-lo ainda este ano. Não sabemos ainda por qual selo lançaremos. Poderá ser novamente independente.

HMB - Como você vê atualmente a cena underground nacional?

GUILHERME - Vejo com bons olhos. Quando você vê o Angra ganhando disco de ouro, o Shaman tocando em novelas de grande audiência, o Sagga ganhando espeço na mídia, entre outras coisas, percebe que o Heavy Metal vem numa crescente. E isso com certeza estimula a cena underground, que aos poucos se torna "overground" (risos).

HMB - Fale um pouco sobre a participação do Santarem no tributo ao Tarântula, Como se deu o convite?

GUILHERME - Este foi um projeto da Recital Records de Portugal, e eles entraram em contato com a Die Hard para que esta indicasse suas bandas. Foi aí então que convidaram o Delpht, Vers'Over e Santarem para participar. E foi muito bom. Entrar em estúdio é sempre aprimoramento para a banda. Fizemos uma versão totalmente diferente da original, a qual se encontra disponível para download no site oficial www.santarem.art.br

HMB - E quanto a participação no projeto "William Shakespeare's Hamlet" da gravadora Die Hard, como surgiu o convite? O projeto teve inicio em 1998, a participação do Santarem se deu desde o inicio?

GUILHERME - As gravações do Hamlet estavam para começar na época em que fomos mostrar nosso trabalho a algumas pequenas gravadoras, em meados de 2000. As bandas participantes já estavam definidas. Porém, quando nos ouviram, acharam que o Santarem não poderia ficar de fora, e foi uma das experiências mais importantes que tivemos

HMB - Toda banda de Heavy Metal tem a pretensão de fazer carreira no exterior. Vocês já estão pensando nisso? Como se deu, se é que houve, a distribuição do CD fora do país?

GUILHERME - Pensamos no exterior sim, mas até o momento não foi feita distribuição internacional. O retorno que temos de fora vem através do site, que tem centenas de acessos do mundo inteiro por mês. Eventualmente somos contatados por países como Alemanha, Bélgica, Inglaterra e Argentina elogiando muito nosso trabalho. Algumas resenhas de sites internacionais estão disponíveis no nosso site.

HMB - Por muito tempo as bandas de metal nacional tiveram como referencia no exterior a brilhante carreira do Sepultura. Atualmente, muitas bandas estão chegando lá, Angra, Shaman, Krisiun, Soulfly e mais recentemente a banda Thoten. Como você vê o atual crescimento do metal nacional fora do país?

GUILHERME - Inevitavelmente vou ter que usar a palavra da moda: globalização. Hoje em dia é bem mais fácil levar seu trabalho para fora do país. É comum você ouvir que sair do Brasil para tocar metal é como esperar que americanos e alemães venham tocar samba aqui. Eu não acredito nisso. Assim como temos ótimos trabalhos de música regional, temos muita coisa ruim também. Se o trabalho for realmente bom, será apreciado em qualquer lugar.

HMB - Como você poderia aconselhar aqueles garotos que estão querendo formar uma banda? O que eles devem ou não fazer?

GUILHERME - A principal coisa ao formar uma banda de som próprio é ser honesto. Se você curte rap e for fazer Melódico porque está na moda, acredite, vai ficar uma merda. Não sei dizer até que ponto o Santarem é original, mas com certeza somos muito autênticos. Tocamos o que gostamos. Talvez por isso tenha soado legal para muitas pessoas.
Se manter longe das drogas (de todos os tipos) é outra coisa que julgo importante. Já vi muitas bandas boas sucumbirem por causa de besteira. Se você aprende a explorar as suas viagens "verdadeiras" e não forçadas, vai mais fundo ao ponto, e o resultado é puro. Palavra de "careta". (risos).

HMB - Deixe seu recado para aqueles que de alguma forma ajudaram ou atrapalharam o Santarem.

GUILHERME - Acredito que ninguém tenha efetivamente atrapalhado a gente até agora, exceto o chilique do Malmsteen, que cancelou nossa abertura em São Paulo. Mas nada pessoal.
Àqueles que ajudaram, como o HMB e outros sites de Metal, o Angra e a Rock Brigade, a Die Hard, a Rock Union e principalmente os fãs, um PUTA abraço ! ! !

HMB - Guilherme, Muito obrigado pela entrevista e sucesso!

 

 

 
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