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| MAELSTRÖM - Entrevista Exclusiva O site HMB entrevistou o vocalista e guitarrista da banda Alexandre Cegalla. Confira a conversa que tivemos com ele. HMB - O Maelström é uma banda que já tem sete anos de estrada e só recentemente gravou seu primeiro álbum, esse disco auto-intitulado é uma obra independente, que foi produzido por você mesmo. Como foram esses anos de luta? Você recebeu muitos "não"? Alexandre - Na verdade, eu fiquei afastado do underground entre 1996 e 2001. Durante esse período, me concentrei mais em compor material novo e aprimorar as músicas antigas do que entrar em contato com revistas ou gravadoras. Preferi, primeiro, gravar o CD e, só então, mostrar o trabalho, depois de pronto. Já houve uma gravadora que demonstrou interesse pela banda mas, até agora, nada foi fechado. HMB - Quase um ano depois de gravar o debut, como está sendo a distribuição do CD em todo o Brasil? A banda está satisfeita com os resultados? Alexandre
- Musicalmente, estou satisfeito com o álbum
de estréia, e considero o resultado final satisfatório.
Além disso, já estamos na segunda tiragem
do CD. Muitas pessoas, do Brasil e do exterior, têm
se interessado em conhecer o trabalho do Maelström,
o que é bastante positivo. Teve até um
programa de rádio da Indonésia, especializado
em música underground, que entrou em contato,
pedindo o CD. HMB - O Maelström, assim como qualquer banda de Metal, pensa em carreira internacional. Como e quando você acredita que será possível a distribuição e divulgação de um CD independente fora do país? Você teve retorno de gravadoras depois do lançamento desse álbum? Alexandre - Já houve uma gravadora brasileira que se interessou em assinar um contrato com o Maelström. Entretanto, por diversos motivos, acabamos não acertando a parceria. Em relação a uma carreira internacional, isso só irá acontecer quando formos lá fora para dar shows. Por esse motivo, estou formando a banda com músicos que tenham interesse em seguir uma carreira HMB - Quais são suas reais influencias uma vez que o som do Maelström não se parece com nada do que a gente ouve por aí? Alexandre - Ouço muito estilos musicais, de música clássica ao metal mais extremo. Estou sempre procurando por novas bandas, especialmente aquelas que apresentem uma proposta nova. Meu estilo favorito é o metal, principalmente dos anos setenta e oitenta. HMB - Quanto a formação da banda, que já foi alterada muitas vezes, ela está enfim definida? Alexandre - Está em fase de definição. Tenho mantido contato com bons músicos que devem entrar no Maelström e contribuir bastante para o desenvolvimento da banda. O que realmente falta é um baterista com técnica de pedal duplo. Até agora, não foi possível encontrar um que se identificasse com o nosso estilo e estivesse a fim de tocar na banda. HMB - De onde vem seu gosto pela musica clássica e até a que ponto isso influencia suas composições? Alexandre
- Estudei violão clássico durante cerca
de um ano, o que abriu meus horizontes musicais. Tive
a oportunidade de conhecer a obra de músicos
como Villa-Lobos e Leo Brower, o que foi muito importante
para meu desenvolvimento como músico. Antes disso,
eu já gostava muito de guitarristas de rock progressivo,
como Alex Lifeson e Steve Hackett, que foram influenciados
por música clássica. Isso sem contar os
grandes gênios Beethoven, Bach e Paganini, além
de obras como "O Fantasma da Ópera".
HMB - Quais diferenças você vê no som deste primeiro álbum para a demo "Sea of Darkness"? Alexandre - Somente alguns pequenos detalhes no baixo e na bateria são diferentes, além do fato de o CD "Maelström" ter sido masterizado num estúdio profissional, o que não aconteceu com "Sea of Darkness". As cinco faixas deste EP ("Maelström", "Obscure", "Lilith", "Legions of Hades" e "Sea of Darkness") também estão presentes no álbum de estréia. HMB - Com toda essa ascensão do Metal Europeu que vem lotar as lojas de discos e as casas de shows do Brasil, e com esse lixo comercial que as mesmas nos trazem, Você acredita que ainda haja espaço para bandas que felizmente não se enquadram nesse estilo? Alexandre
- Sempre existirão músicos que, ignorando
tendências e modismos, vão apresentar uma
alternativa músical para o mainstream. Existem
boas bandas do metal europeu e considero importante
que elas venham tocar no Brasil. Mas, acima de tudo,
deve-se dar mais espaço, em nosso país,
não só para as bandas novas de metal,
mas também para outras formas de arte undeground.
Existe público, porém faltam estímulos
e condições de se mostrar o trabalho.
HMB - Como nosso site é especializado em metal nacional, gostaria que você deixasse sua mensagem de apoio as bandas que estão começando por todo o território nacional e que gostariam de, assim como o Maelström, chegar a gravar um disco? Alexandre
- O importante é fazer aquilo de que realmente
se gosta, e não deixar se influenciar por modas
passageiras. No final das contas, só vão
sobreviver aqueles que forem fiéis à suas
raízes, sem deixar de evoluir e inovar. Além
disso, é muito importante que as bandas se unam
e deixem de lado rivalidades e competições
desnecessárias que só as prejudicam. HMB - Esse espaço agora é seu, aproveite para falar tudo que pensa de pessoas que ajudaram ou atrapalharam o Maelström de alguma forma nesses sete anos de banda. Alexandre - Primeiramente, gostaria de dizer que o Maelström está à procura de baterista com técnica de pedal duplo, e que preferencialmente more na região de Florianópolis (SC). A banda já está completa e só falta um baterista para começarmos a dar shows e gravar os próximos trabalhos. O email de contato é maelstrom@ig.com.br e o endereço do site é www.maelstrom.com.br Além disso, quero agradecer a todos aqueles que me auxiliaram, não apenas na gravação do CD, como também no meu aprendizado como músico. Acima de tudo, agradeço à pessoa que inspirou a concepção do CD "Maelström", e cuja presença se faz sentir em quase todas as faixas. HMB - Alexandre, Muito obrigado pela entrevista e boa sorte ao MAELSTRÖM.
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