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HANGAR
- Reason Of Your Conviction
Por:
Ben Ami Scopinho
Rigorosamente preciso. Estas palavras
conseguem resumir a sensação
que “The Reason Of Your Conviction”
passa ao ouvinte. Suas composições
vêm sendo preparadas desde meados
de 2002 e, mesmo com muitos fãs
compreensivelmente acreditando que a banda
não fosse continuar suas atividades
em função dos compromissos
de Aquiles Priester no Angra, o fato é
que o Hangar vingou e, o melhor, fez com
que seu terceiro álbum se tornasse
praticamente uma unanimidade entre a crítica
e público, que passou a considerá-lo
como o ponto alto de sua carreira.
“The
Reason Of Your Conviction” conta
com a efetiva participação
de todos os músicos no processo
de composição, que dão
um show em termos de maturidade, onde
cada um tem seu devido espaço,
mas de forma lúcida e sempre visando
o objetivo final: a música em si.
Tendo como conceito os meandros da mente
de um serial killer, o Power Metal Melódico
que alavancou a carreira da banda atravessa
indiscriminadamente o disco de uma ponta
à outra, mas tudo está tão
bem trabalhado que consegue fugir do óbvio.
Nada aqui é revolucionário,
mas empolgante.
Individualmente, a grande fera é
o próprio Aquiles, que sempre procura
acrescentar batidas onde seria impensável
para muitos – atentem em “The
Reason Of Your Conviction” ou “Captivity
(A House With A Thousand Rooms)”,
por exemplo. A interpretação
do novo vocalista Nando Fernandes é
outra que se mostra infalível,
passando com folgas todo o clima atormentador,
obscuro e enigmático inerente à
estória. E, para uma maior adequação
de todo o ambiente proposto, o disco também
traz a participação de Arnaldo
Antunes (Titãs) e Antoniela do
Canto fazendo algumas narrações
pelo CD, além do vocalista Vitor
Rodrigues (Torture Squad) aumentar o impacto
da ótima “Hastiness”
e “Everlasting Is The Salvation”.
A
preocupação com a imagem
vem sendo grande na atual fase do Hangar.
Tudo foi calculado e está conectado,
desde a concepção, projeto
gráfico, site oficial da banda
e videoclip. E o DVD que acompanha o disco,
com o video de “Call Me In The Name
Of Death” e seu making of, mostra
toda a atenção a muitos
destes detalhes – além de
brincadeiras, família e uma curta,
mas homérica seção
de arrotos...
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