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ENGENHEIROS
DO HAWAII - A Revolta dos Dândis
(1987)
Por:
Uilliam Rieffel
Depois
do seu debut em 1986, no ano seguinte,
a banda formada em Porto Alegre para durar
apenas uma noite, os Engenheiros do Hawaii,
partem para seu segundo álbum de
estúdio, abandonando aquela sonoridade
mais característica das bandas
de rock nacional oitentista, e começa
a se destacar como uma das melhores bandas
da sua geração com "A
Revolta dos Dândis".
No
geral, vejo uma grande evolução
nas composições de Humberto
Gessinger, do Longe demais das capitais
para o segundo disco, “A revolta
dos Dândis”.
A
banda ainda não conta com a formação
clássica, responsável pela
melhor e mais consistente fase musical
do grupo, mas é um grande passo
a frente do álbum de estréia.
Se
faz aqui mais perceptível a maneira
filosófica de Gessinger para expor
seus temas em canções, se
ainda seguirmos comparando-o com o primeiro
disco. Como em “Revolta dos Dândis
I” onde ele parece expressar algo
como estar perdido entre tantos extremos
ou contradições, ou então
na baita música que é “Infinita
Highway” que certamente fala da
vida como sendo uma estrada, e que podemos
interpretar de forma diferente a cada
vez que a ouvimos. Inclusive isso é
uma das coisas que me chama atenção
nos Engenheiros do Hawaii, o fato de poder
escutar os álbuns, as músicas,
e a cada ouvida perceber uma palavra e
um significado oculto para o que está
sendo dito .
Este
release deve constar entre os melhores
já registrados no rock nacional,
ao lado de outros da banda,como “Gessinger,
Lickz e Maltz” e "O Papa é
Pop", apesar de considerar que o
instrumental da banda em "A Revolta
dos Dândis" ainda não
alcançou seu auge.
O
álbum contém músicas
como a já citada “Infinita
Highway”, “Terra de gigantes”
e “Refrão de bolero”,
que são algumas da músicas
mais conhecidas da banda até os
dias de hoje. Enfim, este é um
dos discos que me da a certeza de que
escutar Engenheiros do Hawaii nos dá
a oportunidade de uma reformulação
completa sobre sua própria música
e o que ela pode representar para o ouvinte,
que os escuta, a cada vez que coloca suas
músicas ou álbuns a tocar,
seja por um clique no computador, seja
no seu velho toca-discos. |